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Som do Pink Floyd ecoa ao piano no Theatro da Paz

Músico curitibano Bruno Hrabovsky se apresenta em Belém nesta quarta (4) interpretando canções da emblemática banda inglesa ao piano

Eduardo Rocha
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Desde os anos 1960, a banda inglesa Pink Floyd, imortalizada por Syd Barrett no vocal e guitarra, Roger Waters no vocal e baixo, David Gilmour no vocal e guitarra, Richard Wright no vocal e teclados e Nick Mason na bateria, é uma referência na música mundial. O motivo: a inovação sonora e das letras do Pink, como é chamado pelos fãs, continua a ecoar, dada a qualidade de seus álbuns. Tanto que nesta quarta-feira (4), o público de Belém vai poder relembrar faixas de álbuns da banda de forma especial: ao piano. Será o espetáculo “Rock ao Piano - Especial Pink Floyd”, a partir das 20h.

Quem vai estar em ação no palco da centenária casa de espetáculos é o músico curitibano Bruno Hrabovsky. “O ‘Rock ao Piano’ já passou por várias temáticas diferentes, mas o especial dedicado ao Floyd foi o primeiro a nascer. Depois de alguns shows misturando músicas de várias bandas do rock, resolvi fazer um show inteiro dedicado a eles justamente por serem tão influentes na minha carreira. Percebi que seria capaz de tocar inúmeras músicas deles, e assim comecei a bolar o formato da apresentação, isso lá em 2014”, conta Bruno. O show estreou no Teatro Paiol, em Curitiba (PR), em 2014. De lá para cá, já passou por 55 cidades.

“Como a ideia é fazer uma verdadeira homenagem à banda, faço questão de tocar exatamente uma música de cada álbum de estúdio deles em ordem cronológica, narrando, entre as execuções, toda trajetória do grupo. Assim, além de toda história, o repertório passará por sonoridades bastante variadas, fugindo de uma ideia que fosse meramente comercial, ou que seguisse simplesmente estritamente o meu próprio gosto”, detalha o músico.

No clima do Pink Floyd, ou seja, em uma jornada por cerca de seis décadas de música, Hrabovsky destaca que na apresentação serão tocadas 15 músicas, exatamente uma de cada álbum, começando pelo “Piper’, de 1967, até o “The Endless River”, de 2014.

Bruno Hrabovsky explica por que o show ganhou o formato de ser ao piano. “Sempre, em todos concertos, é apenas o piano em palco, sem efeitos nem nada - exatamente como em um concerto erudito. Muitos anos atrás, cheguei a ter uma parceria com um violinista, mas já faz bastante tempo que não tenho algum outro projeto similar. O formato nasceu naturalmente, percebendo que era capaz de criar arranjos fiéis ao piano das músicas que mais gostava de ouvir”. 

“Mas sou totalmente resistente à ideia de fazer apresentações em um formato mais similar a um show com banda, pois, ao meu ver, a ideia do projeto é justamente unir os universos do rock e da música de concerto. Por isso, faço questão de que as apresentações sejam similares a concertos eruditos, porém com outro repertório”, acrescenta o pianista.

High Hopes

Transcrever músicas da banda para o piano apresenta-se como um desafio e ao mesmo tempo um prazer, em uma homenagem ao grupo e suas canções. “O processo de criação de arranjos sempre passa primeiro por muita escuta, até eu ter as músicas bastante claras na cabeça. Isso feito - o que no caso do Floyd eu já tinha de antemão desde muito antes de idealizar esse concerto -, é quase automático eu sentar ao piano e tocar um esboço. Claro que, depois, é necessário muito refinamento, então vou ouvindo trechos com calma e tentando imitá-los ao piano”. 

“Nunca dá pra colocar ao mesmo tempo tudo que cada instrumento faz na música original, por isso esse tipo de arranjo na verdade é nomeado como ‘redução’, como quando fazem-se adaptações de obras orquestrais para piano solo.  É um formato no qual sempre tenta-se definir quais elementos são mais importantes para chegar a uma sonoridade próxima da existente na música original”, complementa Bruno. 

O formato atual do espetáculo abrange uma música por álbum do Pink Floyd, mas nem sempre foi assim.  “Na minha trajetória, porém, já fiz muito mais arranjos do que isso, até porque esse concerto já teve até mesmo uma segunda edição apresentada em algumas cidades. Ou seja, um concerto nos mesmos moldes, mas sem repetir nenhuma das 15 músicas. Mas ao todo já devo ter feito arranjos de umas 40 músicas do Pink Floyd até hoje”, relata Bruno Hrabovsky.

Aos fãs da banda e ao público em geral, é bom saber que constam do repertório do show no Da Paz: “Green is the Colour”, “Summer '68”, “Breathe”, “In the Flesh” e  “High Hopes”. O concerto é organizado pelo projeto Rock ao Piano em parceria com o Theatro da Paz.

Até hoje, como repassa Bruno, a única banda que ganhou um especial inteiro, como o Floyd, foi o Queen, um projeto que ele estreou em 2022. “De resto, os concertos do projeto sempre passam por várias bandas, como foi o caso do especial que apresentei no Theatro da Paz no ano passado, com releituras de 18 rocks lançados em 1975”.

“Depois de dois shows lotados no Teatro do SESI em 2024, ano de minha estreia em Belém, consegui uma data no Theatro da Paz no ano passado, quando trouxe o especial dedicado a 1975. Foi o maior público que já tive em um concerto solo nesses 13 anos de estrada. O único público maior que já tive foi no especial que fiz com uma orquestra para celebrar os 10 anos do projeto, em Curitiba”, destaca o músico.

Bruno ressalta que o espetáculo tem sido sempre muito bem recebido, com muitos comentários sobre o quanto os arranjos conseguiram ser fiéis às obras. “As falas sobre a trajetória da banda também são sempre muito elogiadas, pois trazem uma contextualização que torna as execuções muito mais significativas”. Daí que pelo que representa o Pink Floyd na música e pela homenagem à banda que Bruno Hrabovsky faz no palco, a apresentação no Theatro da Paz tem tudo para ser marcante. Tem fã já pensando no que vai pedir de bis a Bruno.

 

Serviço:

‘Rock ao Piano - Especial Pink Floyd’

Em 4 de março de 2026, às 20h

No Theatro da Paz, na Rua da Paz, s/n, bairro da Campina,

em Belém (PA)

Ingressos na bilheteria do teatro e na Ticket Fácil


 

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