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CERTIFICAÇÃO

Solenidade concede o título de Patrimônio Cultural Imaterial a personalidades e projetos de Belém

Cerimônia homenageou grupos, artistas e eventos da cena paraense, como o Festival Psica, aparelhagens, patrimônios da música e manifestações tradicionais do município

O Liberal

26 de agosto de 2026 às 13:18

Festival Psica recebe certificação do título de Patrimônio Cultural Imaterial em Belém

Festival Psica recebe certificação do título de Patrimônio Cultural Imaterial em Belém ( Foto: Psica Produções )

Entidades e personalidades responsáveis pela formação cultural de Belém receberam o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Município nesta quarta-feira (26), na Câmara Municipal de Belém. A entrega formal das comendas chancela oficialmente a trajetória de agentes e entidades que atuam na preservação das tradições locais ao longo de todo o ano.

Entre as iniciativas contempladas na cerimônia estiveram os idealizadores do Festival Psica, evento que passou a integrar a lista de patrimônios culturais do município em 2025 pelo trabalho voltado ao protagonismo de corpos e vozes historicamente silenciados. Fundado em 2012, o projeto tornou-se um dos principais motores da economia criativa amazônica. A trajetória da marca é liderada pelos irmãos Jeft Dias e Gerson Júnior, produtores culturais periféricos que figuraram em 2023 na PowerList 100, levantamento que reúne as personalidades negras mais influentes da lusofonia.

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“O reconhecimento do Psica como Patrimônio Cultural Imaterial de Belém aumenta a nossa responsabilidade. O festival sempre foi um espaço para mostrar o Brasil a partir do Norte, reunindo gerações, estilos e diferentes expressões culturais pela perspectiva amazônica. Agora, como Instituto e com uma sede permanente, queremos ampliar esse impacto, fortalecer a inclusão e garantir que esse trabalho continue alcançando novos públicos”, disse Gerson Dias, que estava presente na cerimônia.

“O Psica coloca a cultura paraense e nortista em lugar de protagonismo no cenário nacional. Esse reconhecimento também valoriza um trabalho que movimenta a economia criativa, injeta recursos nas periferias, fortalece cadeias culturais e amplia oportunidades reais de renda. O Norte é abrangente, diverso e plural, e o festival nasceu para tornar essa potência visível”, acrescenta Jeft Dias.

Além do Festival Psica, o Festival Lambateria também recebeu a certificação na solenidade. Em 2026, a produção atinge a marca de 10 anos de existência do projeto e comemora ainda os 50 anos da lambada.

“Receber esse título é um reconhecimento do nosso trabalho e em um ano especial, em que comemoramos 10 anos de Lambateria. Eu sempre digo que a Lambateria não é uma festa ou um festival, é um movimento que sempre teve como objetivo valorizar e divulgar a cultura latino-amazônica dançante. Resgatar essa cultura que faz parte da nossa história”, explica Félix Robatto, idealizador do projeto.

A cerimônia contemplou diversas entidades, grupos artísticos e personalidades que marcam a história cultural e social de Belém. O reconhecimento oficial foi estendido ao trabalho das bandas Álibi de Orfeu e Warilou, à trajetória da Amazônia Jazz Band e ao acervo e conjunto das obras de Nilson Chaves, Mestre Verequete, Paulo André Barata e Rui Barata.

A lista de homenageados incluiu também instituições de ensino e esportivas, como o Colégio Tenente Rego Barros e o Pedreira Esporte Clube, além do Bloco Império Romano e das manifestações tradicionais dos Bois e Pássaros Juninos. A cena de eventos, ritmos e entretenimento da capital paraense também teve sua relevância chancelada com a entrega dos títulos às aparelhagens Príncipe Negro, Brasilândia e Carabao, e ao Festival Se Rasgum.

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