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Cena Bis: Projeto 25 Anos Pelas Ruas de Belém reúne multidão no Porto Futuro II com show Nosso Tom

A celebração gratuita contou com atrações para toda a família e reforçou o papel da ocupação cultural nos espaços públicos da cidade

O Liberal
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O grupo paraense Nosso Tom, liderado pelo vocalista Júlio Cezar, continua a celebração dos 25 anos de estrada ao longo de 2026. O projeto especial intitulado “25 Anos Pelas Ruas de Belém” realizou sua terceira edição neste domingo, dia 22, transformando o complexo do Porto Futuro II em uma verdadeira arena de samba e pagode amazônico. O evento, que já havia passado pela Avenida Brás de Aguiar e pela histórica Praça do Carmo, reafirmou sua força ao reunir centenas de pessoas que lotaram o espaço logo cedo para acompanhar a programação gratuita em um dos principais legados da cidade para a COP 30.

A celebração no Porto Futuro II começou com a vibração do DJ Me Gusta e a diversão da Balada Kids.

A escolha de espaços simbólicos para as apresentações não é por acaso, já que o grupo nasceu nas esquinas da cidade e cresceu sob as bênçãos das rádios locais, acumulando hoje a marca impressionante de mais de 2 milhões de reproduções nas plataformas digitais. No evento deste domingo, a proposta de unir a manhã de folga a um ambiente de confraternização fortaleceu a memória afetiva entre a banda e seus fãs, contando com uma estrutura inclusiva que ofereceu intérpretes de Libras e área exclusiva para pessoas com deficiência.

Centenas de fãs celebram os 25 anos do grupo Nosso Tom em manhã de domingo (Fotos: Carmem Helena)

Além da música, a iniciativa fomentou a economia regional através de uma feirinha criativa que deu visibilidade a artesãos e marcas locais no complexo inaugurado em outubro de 2025. Um dos grandes diferenciais desta fase comemorativa é o lançamento do audiovisual gravado durante a abertura do projeto na Brás de Aguiar, ocasião que reuniu mais de 20 mil pessoas. O material eterniza sucessos como "Luz do Sol", "Com Você Tudo Fica Melhor" e "Pra Valer", funcionando como um documento histórico da cultura popular paraense. Para Júlio Cezar, ver centenas de pessoas ocupando o Porto Futuro II para celebrar essas duas décadas e meia é a prova de que a rua continua sendo o palco principal da cultura, mantendo Belém como a grande protagonista desta história de sucesso e maturidade artística.

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