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Orquestra Sinfônica do Theatro das Paz apresenta série de concertos especiais

Os espetáculos serão gratuitos e a primeira apresentação será realizada nesta quarta-feira (25)

Painah Silva

A Orquestra Sinfônica do Theatro das Paz (OSTP) apresentará na quarta-feira (25), às 20h, um concerto em homenagem a Nelson Freire. A série de apresentações será realizada durante o ano todo, com participações especiais de convidados. Desta vez, a OSTP receberá o pianista Fernando Calixto.

Os ingressos serão gratuitos e podem ser retirados no dia do concerto, a partir das 9h, no site www.ticketfacil.com.br/ e, às 18h, na bilheteria do Theatro da Paz.

A OSTP inicia mais um desafio orquestral com o intuíto de manter o legado e a memória de um dos mais influentes pianistas, Nelson Freire, que faleceu em novembro de 2021. De acordo com Miguel Campos Neto, maestro titular da Orquestra, a música é a melhor maneira de honrar e manter viva a história do artista.

Serão executadas três peças, cuja escolha do programa começou pelo concerto para piano em que “Concerto para Piano Nº 2 em Dó menor, Op. 18”, de Sergei Rachmaninoff, ganhou a preferência. Para Miguel, apesar de ser do século XX, a obra não tem sonoridade experimental desse período. “É uma espécie de romantismo tardio que acontecia com compositores como Rachmaninoff. É realmente o suprassumo do Pianismo”, descreve o maestro. 

Baseada no virtuosismo de piano, a obra possui sons e harmonias luxuosas da orquestra e grandes melodias. É uma obra como valor melódico intenso. E para conciliar com um concerto para piano, foram escolhidas duas obras, sendo elas: “Daphnis et Chloé”, de Maurice Ravel, e “Pinheiros de Roma”, de Ottorino Respighi. 

A suíte “Daphnis et Chloé”, de Ravel, trata-se de um balé, no qual são presentes três principais partes mais melódicas e mais conhecidas da peça. Derivada do impressionismo musical, os sons que o compositor produz são mais etéreos. O concerto vai contar com duas harpas, um dos instrumentos bastante utilizado no impressionismo pela sua sonoridade etérea.  

O século XIX trouxe o gênero chamado Poema Sinfônico, de qual surge “Pinheiros Roma”, de Ottorino Respighi. O poema sinfônico se compromete em descrever algo – seja um poema, um texto, uma pintura ou um acontecimento. É a música programática feita para descrever algo não musical. Respighi, encantado pelos pinheiros que ele via em Roma, descreveu em poema sinfônico os pinheiros de cada parte diferente de Roma. A obra é uma declaração de amor à cidade.

As duas peças levarão a Orquestra a mostrar todo o seu potencial e demonstrar que Belém do Pará, está em outra fase da música orquestral, afirma o maestro titular. “Se vamos fazer uma dedicação ao grande pianista que fez tanto pela música brasileira, nós temos que festejar também o aumento de nível da música orquestral brasileira e da música orquestral paraense”, conclui.

(Estagiária Painah Silva, sob supervisão da Coordenadora de Conteúdo de Cultura, Sonia Ferro)

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