SID lança carreira na música eletrônica com EP 'Dance Flow'

Paraense aproveitou a quarentena para se aventurar nos programas de beats e loops, e criou suas primeira faixas

Lucas Costa

Jornalista há mais de 20 anos com larga experiência na área de cultura, SID aproveitou o período de quarentena para dar segmento a sua veia artística, com a criação de um projeto de música eletrônica. Neste sábado (20), as faixas poderão ser conhecidas por todo o mundo, com o lançamento do EP “Dance Flow”, em todas as plataformas de música digital.

Já em seu trabalho de estreia, SID conta com a produção musical do experiente músico Celso Rangel, que ao longo da carreira trabalhou com grandes nomes como Tim Maia, Elza Soares, Ana Carolina, Roupa Nova, Ney Matogrosso, Roberto Carlos e Xuxa.

Natural de Belém, SID morou no Rio de Janeiro ao longo de oito anos, período em que pôde trabalhar com uma série de artistas de alcance nacional como Roupa Nova e Felipe Dylon. Conhecido por trabalhar com cultura, SID também escreveu para O Liberal e Diário do Pará, além de ter criado os blogs Rock Pará e Ver-o-Pop. 

“Eu cheguei a viajar em alguns momentos com esses artistas que trabalhei, e nesse processo conheci o Celso Rangel, um guitarrista conhecidíssimo sobretudo no sudeste e no eixo Europa e EUA. Ele trabalhou com grandes artistas, além da direção artística do Canecão”, conta SID.

Depois de tanta experiência trabalhando na comunicação de artistas, SID viu no período da quarentena a oportunidade de se arriscar no mundo da música. “Precisei voltar para Belém por questões pessoais, e durante a pandemia eu comecei, por conta própria, até mesmo por gostar de música eletrônica eu já era um grande curioso, gostava de Chemical Brothers, dos mais antigos como Pet Shop Boys, New Order e Nine Inch Nails. Por questões de curiosidade, comecei a estudar alguns programas de loops e beats relacionados a música eletrônica, e comecei a fazer experiências musicais. Nesse processo mandei essas músicas para o Celso, e ele disse que podia lançar pelo selo dele”, relembra o artista.

Celso foi também o responsável por batizar o EP de “Dance Flow”, e também mudou o nome de algumas faixas para o inglês, já que um dos objetivos é investir na distribuição na Europa e Estados Unidos.

“O SID é uma inovação muito interessante, e de acordo com a pandemia isso me interessou bastante. Ele resolveu produzir um trabalho com aplicativos de música eletrônica, e é muito bacana esse conceito; e montar um EP através de apps é muito interessante. Estamos lançando em todas as plataformas, na Europa, EUA e Brasil, e já está começando a ser bastante aceito, o pessoal está gostando muito”, conta Celso.

Para o futuro, o produtor já prepara novidades para a carreira de SID. “Estamos pensando em montar para o ano que vem, com as coisas melhorando, uma turnê no Brasil, e estamos vendo coisas no Brazilian Day na Flórida, onde sou diretor musical, e aqui em Portugal, alguns festivais de música eletrônica”, adianta.

Animado para o lançamento, assim como a mudança de jornalista para o papel de artista, SID diz estar gostando do processo. “Como trabalhei muito tempo nos bastidores de artistas, está sendo minha primeira vez como essa tentativa de ser artista, diria. Mas já estou até fazendo outras mixagens, conhecendo vários DJ’s e produtores que fazem a mesma linha que eu, trabalham com essa questão dos loops e beats, e é muito bacana porque na internet existem milhares de programas e aplicativos de com usar esses loops e beats, tem até o que chamam de free royalties, programas gratuitos com loops e beats para serem usados. Estou gostando muito do resultado, e vamo ver no que pode acontecer daqui para frente, estou bem animado”, conta SID.

Música
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