Guitarrada das Manas lança 'Guamaense'

O duo Beá e Renata Beckmann lança primeiro álbum de guitarrada, de autoria de mulheres

Bruna Lima

A Guitarrada das Manas, duo formado pelas paraenses Beá e Renata Beckmann, apresenta ao público o seu primeiro álbum "Guamaense", realizado com incentivo da Natura Musical, e que traz referências dos sons da rua, da periferia de Belém e que também dialoga com as sonoridades da década de 80 e demais referências da música universal. Beá e Renata Beckmann buscaram referências primeiramente nos sons das ruas da periferia de Belém como o tecnomelody, a cumbia, a lambada e a guitarrada, mas em seguida passaram por sonoridades vindas dos sintetizadores

A da década de 80 e a world music, como Daft Punk e New Order. Segundo Renata, “o álbum é fruto de uma grande viagem que tivemos pensando nos variados tipos de sons que tocam na cidade. Belém é muito musical e os sons se misturam pelos bairros: a guitarrada, o brega marcante, o tecnobrega, tecnofunk se mesclam com pop mundial, entre samples, versões e o autoral”. O resultado desse experimento pode ser acessado em todas as plataformas streaming.

Fruto de uma parceria com a Natura Musical, “Guamaense” se destaca na história da música paraense por ser o primeiro disco do gênero com a autoria de mulheres. A guitarrada paraense é marcada por obras de grandes mestres que, inclusive, são grandes referências para a GDM, entretanto era um estilo executado apenas por homens. Mais do que um disco de apresentação do duo, ele se torna uma frente de representatividade feminina na música paraense: “Somos mulheres carregadas de experiências, com ideias e desejos de fazer música instrumental. Essa é mais uma das frentes que mulheres podem assumir mesmo que sejam questionadas. Estamos em uma resistência feminista, lésbica, periférica, anti-racista e vamos seguir derrubando as portas que tentem fechar sem nem sequer nos ouvir.

Temos ideias que merecem ser ouvidas e serão.” defende Renata. O nome do álbum homenageia o Guamá, bairro que abriga as ruas que ecoam diariamente os sons que inspiraram as músicas do duo.

Além de fonte de referências musicais, o bairro foi o local em que começou o processo de construção do disco: “Minha casa no Guamá era onde nos encontrávamos para amadurecer nossas composições durante os dois anos de projeto. Pra mim isso evidencia a importância cultural do bairro para além dos estereótipos de violência”, lembra Beá. 

Música
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