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Morte de Freddie Mercury completa 30 anos e fãs paraenses destacam cantor como inspiração

Cantor perdeu a batalha para a aids com 45 anos de idade

O Liberal

Há exatos 30 anos, o mundo do rock perdia uma das suas maiores vozes. Com apenas 45 anos de idade, o cantor Freddie Mercury, compositor e vocalista da banda inglesa Queen, perdia a vida para o vírus da aids. Nessa época, a principal medicação contra a doença e os coquetéis antirretrovirais não haviam sido descobertos, e o preconceito contra os soropositivos era grande. Assolado pelo medo da rejeição, o astro só declarou oficialmente que era portador do vírus um dia antes de morrer.

Após a morte do cantor, foi realizado o "Tributo a Freddie Mercury para Conscientização sobre a Aids" com participação de grandes nomes da música como Elthon John,  Guns N' Roses, Metallica e George Michael. O legado de Freddie Mercury vai além da produção musical e da marca que deixou nos corações dos fãs. Fãs como o administrador Adriano Saraiva, que via no cantor a sua maior inspiração.

Adriano Saraiva (Arquivo Pessoal)

Segundo Adriano, Freddie foi um exemplo em todos os sentidos, não apenas musical. “Ele era muito parecido comigo, nosso amor pela música, a vontade de ser quem nós somos sem medo do preconceito. Uma ansiedade por viver cada minuto como se fosse o último. E ao mesmo tempo aquela timidez e insegurança que tomavam conta das nossas personalidades”, explicou o fã.

Adriano sempre ia para o trabalho ouvindo os maiores sucessos da banda Queen. “Todo ano nesse dia passa um filme na cabeça. Tudo que eu vivi na vida pode ser musicado pela trilha sonora do Mercury, é algo que vai além da música, minha história é marcada pelas composições. É alguém que poderia ser minha alma gêmea e que foi meu incentivador pra tantas coisas na vida, mesmo sem nem sonhar com a minha existência”, declarou.

Assim como Adriano, Freddie tinha um fã paraense cheio de carinho, que perdeu a vida este ano para a covid-19, trata-se do seu Emanoel Santos, pai da Rebeca Santos. Segundo a filha, “Meu pai era muito fã do Freddie, ele nos deixou agora na pandemia e eu coloquei a música do Queen no momento do enterro. Ele tinha DVD’s, fez questão de assistir o filme quando foi lançado, todo domingo ele colocava as músicas para ouvirmos enquanto estava fazendo um churrasco. Aniversários, comemorações sempre tinha que ter e ele dançava, era bem contagiante. Os amigos dele também gostava muito, eram momentos maravilhosos”, relembrou Rebeca.  “Papai nos deixou há oito meses eu ainda não consigo ouvir nada relacionado ao Freddie Mercury porque me emociono demais, Freddie é a cara do meu pai”, concluiu.

Palavras-chave

Cultura
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