Magic Boom chega à 8ª edição com proposta imersiva e temática amazônica na Grande Belém
Festival reúne artistas nacionais e internacionais e terá programação contínua
Luzes, cenografia e música eletrônica compõem uma narrativa que propõe mais que um show: uma imersão. O Magic Boom retorna em sua oitava edição com a proposta de criar um ambiente onde o público vivencia a estética da floresta em diálogo com a cena eletrônica global. Neste ano, o evento será realizado nos dias 1º e 2 de maio, no Sítio do Caseiro, localizado na Rua Nova Uriboca, no bairro do Uriboca, em Marituba, na Grande Belém. Os ingressos estão sendo vendidos pelo site da Sympla.
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Com a temática “Magic Jungle”, a edição de 2026 também dialoga com as discussões ambientais evidenciadas pela COP 30, realizada na capital paraense em novembro de 2025.
A festa é organizada pela Magic Boom Entretenimento e ocorre duas vezes ao ano em Belém, e ao longo do ano, em algumas capitais brasileiras. Com trajetória de quase dez anos, o evento mantém a proposta de reunir arte, espiritualidade e respeito à natureza em um mesmo espaço, além de apresentar artistas nacionais e internacionais da cena eletrônica.
Os portões serão abertos às 6h do dia 1º de maio, dando início a uma programação contínua que se estende por dois dias. Ao longo do festival, mais de 30 artistas se apresentam sem interrupção, em sets que exploram diferentes vertentes da música eletrônica.
Entre os nomes confirmados está o DJ Vegas, conhecido por sua atuação no psytrance e presença recorrente em festivais do gênero. O catarinense participa pela terceira vez do evento, desta vez com um long set. Outro destaque é o alemão Neelix, considerado um dos principais nomes do trance progressivo na Europa, que retorna à Amazônia para sua terceira apresentação. O line-up também inclui o inédito Corovich e o DJ Pixel, presença solicitada pelo público, segundo a organização.
A proposta do festival inclui uma ambientação que busca integrar elementos naturais e estruturas construídas a partir de materiais reaproveitados. De acordo com o organizador Daniel Aka Izume, a cenografia desta edição foi pensada a partir da temática da floresta e da reutilização de materiais.
“O tema é floresta, então por isso que vai ter as samambaias como imersão. A gente juntou materiais que estavam no sítio e também recolheu caixotes e ripas para construir elementos cenográficos que fazem parte da experiência”, afirmou.
Segundo ele, uma das estruturas será desmontada ao final do evento como parte de uma intervenção simbólica. “Como foi uma coisa que veio do lixo, a gente vai queimar, fazer uma fogueira como uma espécie de cerimônia”, disse.
A estrutura do evento também inclui bares e espaços construídos com técnicas de bioconstrução. De acordo com o organizador, os ambientes utilizam bambu, folhas de coqueiro e de açaizeiro, além de outros elementos naturais. O festival também contará com um portal de entrada desenvolvido com esse conceito, integrando o público à proposta do evento desde a chegada.
Outra novidade é a tenda principal, inspirada em estruturas utilizadas em grandes festivais de música eletrônica. Segundo Izume, o espaço segue um modelo semelhante ao de tendas internacionais, mas adaptado com o uso de tecido.
“O nosso palco é uma onça no centro. De um lado, a gente trabalha com a natureza, com água limpa e vegetação, e do outro, uma representação mais seca, como uma crítica ao desmatamento”, disse, acrescentando que a cenografia inclui cascatas e elementos visuais que dialogam com a proposta ambiental do festival.
Serviço:
Magic Boom 2026 – “Magic Jungle”
Datas: 1º e 2 de maio;
Horário: Abertura dos portões às 6h do dia 1º;
Local: Sítio do Caseiro – Rua Nova Uriboca, bairro Urubici, Marituba (Grande Belém);
Ingressos à venda pela Sympla.
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