Liniker fala sobre a relação construída com o Pará: 'Eu me sinto parte'
Segundo ela, o carinho com o público paraense começou nos primeiros shows e se ampliou com novas experiências pelo Estado
Belém ocupa um lugar particular na trajetória de Liniker, segundo a artista afirmou em entrevista ao Grupo Liberal nesta semana. Desde os primeiros shows, ainda à frente do grupo Liniker e os Caramelows, a cantora construiu uma relação com o público paraense que se ampliou ao longo dos anos e passou também pelas experiências vividas em diferentes lugares do Estado.
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“Belém é uma das cidades do Brasil onde o meu público é muito acolhedor comigo desde o começo. Já fiz shows memoráveis em lugares pequenos, depois em espaços um pouco maiores, na Feira Literária e em festivais. Agora, poder voltar com esse show próprio para tanta gente me deixa muito feliz”, afirma.
Além dos palcos
Nos últimos anos, a presença de Liniker no Pará se tornou mais frequente. Além de apresentações musicais, ela participou do Arrastão do Pavulagem e do Auto do Círio, visitou o Palácio dos Bares, e passou por cidades como Bragança e pelo arquipélago do Marajó.
As viagens pelo Estado também passaram a integrar seu processo artístico. Uma das referências aparece em “Charme”, canção apresentada de forma inédita no Tiny Desk Brasil e relacionada às experiências vividas pela cantora no Pará.
A relação construída com o público paraense também interfere na maneira como Liniker se prepara para voltar à cidade. A cantora afirma que sente uma responsabilidade maior ao apresentar a turnê "Bye Bye Caju", em novembro, à Belém, especialmente pelo que acompanha da produção cultural local.
“Eu sinto que tem uma coisa de excelência pela autoprodução do que se produz em Belém. O povo de Belém é um povo criativo em todas as esferas”, afirma.
A paisagem como inspiração
Entre as imagens que mais chamaram sua atenção desde a primeira visita ao Estado está a presença da água.
“Quando a gente, por exemplo, está ali na Estação das Docas e a gente vê o rio, a dimensão do rio até a entrada do Combu ou quando a gente entra na Baía do Marajó e vê aquela quantidade de água que a gente não sabe onde termina o olho, não tem como não se inspirar por aquilo”, afirma.
A cantora também relaciona essas paisagens à vegetação e à presença da natureza no cotidiano. A experiência, segundo ela, ultrapassa a relação com a música e alcança uma dimensão pessoal.
“Não tem como não interagir com aquilo artisticamente e antes de ser artista é uma coisa que me atravessa humanamente”, conta.
A relação construída ao longo dessas visitas fez com que o Pará deixasse de ser apenas um lugar de passagem entre apresentações.
“Eu tenho paixão pelo Pará, eu tenho paixão por como eu me sinto, mesmo não tendo nascido aí, eu me sinto parte”, declara.
A cantora volta a Belém no dia 7 de novembro, para apresentar “Bye Bye Caju” no Espaço Náutico Marine Club. A apresentação acontece na penúltima data da turnê e também marca os dez anos de carreira de Liniker.
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