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Kobra faz homenagem aos trabalhadores em exposição na Paulista, em São Paulo

Em sua oitava edição, uma das maiores exposições ao ar livre do mundo ocupa a Avenida Paulista no mês do trabalhador

O Liberal

Um dos mais reconhecidos artistas brasileiros, nacional e internacionalmente, o muralista paulista Eduardo Kobra assina a 8ª edição da Exposição da Paulista, iniciativa da União Geral dos Trabalhadores – UGT, que, em 2022, tem como tema "Os 200 Anos da Independência e Nós, Trabalhadores". A exposição em homenagem aos trabalhadores foi inaugurada ontem, 1º de maio, Dia do Trabalhador, e segue para visitação até o final do mês ocupando um quilômetro da ciclovia da principal artéria da cidade: a Avenida Paulista, entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas. Pela extensão, é hoje uma das maiores exposições ao ar livre do mundo.

Exposição Paulista por Eduardo Kobra

No ano em que o Brasil comemora 200 anos de sua Independência, a exposição dará voz e visibilidade àqueles que, desde a escravidão – embora tenham ajudado a construir e contribuído para o desenvolvimento social, tecnológico e econômico do Brasil –, não conseguiram usufruir desses benefícios e nem conquistar sua própria independência. Raras vezes foram retratados pela arte ou tiveram sua voz amplificada por ela.

Os painéis do Kobra prestam homenagem àqueles que fazem a máquina das cidades funcionarem, dando protagonismo aos trabalhadores, ideia que surgiu do próprio artista a partir do convite para a exposição. São 30 categorias homenageadas – selecionadas pela UGT e pelo artista –, em 30 painéis onde Kobra utiliza sua peculiar técnica, unindo fotografias dos trabalhadores e citações de obras clássicas, em uma releitura cheia de cores. O bancário Rogério Marques da Silva teve seu retrato mesclado com a obra O filho do Homem, de Rene Magritte; Marcelo Fernandes de Sousa, caminhoneiro, empresta usa imagem à uma interpretação única de David, de Michelangelo; já As Respingadoras, de Jean-François Millet, inspira o retrato da catadora Maria Dulcinéia S. Santos; a cobradora Cássia Aparecida Santos Silva, em uma obra que traz citações do Auto-Retrato de Tarsila do Amaral, Cinco Moças de Guaratinguetá, de Di Cavalcanti, e O Mestiço, de Candido Portinari; e a comerciária (repositora) Rosana Batista Santos, uma criação baseada na obra Campbell’s Soup Cans, de Andy Warhol. As homenagens seguem com a construção civil, a gastronomia, representada por um Chef de Cozinha e um garçom, o trabalho doméstico, a enfermeira, o frentista, o ferroviário, o joalheiro, o fotógrafo, os garis, os motoboys, motoristas de aplicativo e taxi, o padeiro, o petroleiro, o metalúrgico, o porteiro de hotel, o professor, os profissionais da telefonia e do telemarketing, o carteiro, o trabalhador rural, até o piloto de avião.

“Os trabalhadores brasileiros são verdadeiros artistas, pois movem o país mesmo com tantas dificuldades. Eles merecem todas as reverências e é por isso que decidi transformá-los em pinturas, interagindo com obras de arte importantes para a história da humanidade. São os trabalhadores, com o seu suor, que fazem o Brasil ser o grande país que é”, explica o artista.

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