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Kiko Dinucci se apresenta em Belém com repertório de “Rastilho” nesta sexta (03/04)

Show na Casa Apoena terá abertura de Luê e discotecagem de DJ Damasound

Amanda Martins
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O músico Kiko Dinucci chega a Belém na próxima sexta-feira (3) com o show do álbum Rastilho”, em apresentação marcada para às 21h, na Casa Apoena, no bairro da Cidade Velha. A noite contará ainda com a abertura da cantora paraense Luê e discotecagem do Dj Damasound. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla, a partir de R$ 40.

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Esta não será a primeira vez do artista no Pará, estado com o qual mantém uma relação próxima ao longo dos anos. O músico relata que essa conexão passa também pela vivência pessoal e familiar. 

“Eu tenho muita relação com o Pará porque meu filho cresceu no estado na primeira infância, depois foi para São Paulo, mas eu passei muito tempo indo ao estado”, conta em entrevista ao O Liberal. 

Além das idas frequentes, Kiko também destaca vínculos com artistas da cena local e a influência direta da música produzida na região em seu trabalho. Segundo ele, mantém amizade com nomes como Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, com quem já conviveu durante suas passagens pelo estado. O músico avalia que a produção paraense ocupa um lugar importante no cenário nacional. 

“A história da música paraense, desde o Waldemar Henrique, passando pelo Verequete, Pinduca, pelas guitarradas, pelo pop, tecnobrega e aparelhagem, me influencia muito. Eu acho sempre uma cena muito pulsante, que pode mostrar para o Brasil como ser moderno e brasileiro ao mesmo tempo”, diz.

Formato do show mantém proposta do álbum

Com boas expectativas para a apresentação, no palco, o artista apresentará um formato mais intimista e experimental do projeto, deixando de lado a guitarra elétrica para explorar o violão. Segundo o artista, o espetáculo deve preservar a estrutura sonora da coletânea. 

“‘Rastilho’, que é o meu segundo disco solo, é um disco só de violão, foi lançado antes da pandemia e ele não é muito diferente do palco. Aliás, é bem parecido: a mesma sonoridade do disco é a mesma do palco, o violão no centro, sendo tocado de um jeito muito percussivo e muito agressivo também, com muita dinâmica e com canções e partes instrumentais”, afirma Kiko.

O músico explica, ainda, que o trabalho está ligado a uma busca pessoal por linguagem.  “É uma preocupação que eu tenho, mas também algo que desenvolvo de forma espontânea. Já queria há um tempo fazer um trabalho dedicado ao violão, focado na linguagem que desenvolvi nos últimos anos”, diz.

Temas e estética atravessam o repertório

Jás as letras transitam entre temas como resistência, espiritualidade e o cenário político brasileiro, características centrais do álbum. De acordo com ele, o contexto em que o álbum foi criado influencia diretamente o conteúdo das canções e a proposta do show. 

image 'Rastilho' foi reconhecido com o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como Melhor Disco Ano, em 2020 (Andrea Belfort)

“‘Rastilho’ foi feito em um momento muito sombrio do Brasil. Eu também tinha passado por um acidente, e isso influenciou bastante. Existe uma carga política, mas nada panfletário. Essa dimensão aparece de forma mais natural e poética”, afirma o artista.

Kiko acrescenta que aspectos ligados à espiritualidade também fazem parte do trabalho. “Essa coisa da espiritualidade vem da minha vivência religiosa. Eu sou ogã, então a presença dos terreiros acaba aparecendo naturalmente na minha música e também no palco”, explica.

O paulistano destaca ainda o contraste presente no álbum. “O ‘Rastilho’ não é só agressividade, ele também tem doçura. Mostra um Brasil belo e um Brasil horroroso ao mesmo tempo. A capa do disco, assinada pelo fotográfo Pablo Saborido, reúne frutas apodrecendo, traz essa ideia de um país que mistura maravilhas e horrores. Eu gosto de trabalhar com beleza e feiura caminhando juntas”, afirma. 

O disco foi reconhecido com o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como Melhor Disco Ano, em 2020, além de conquistar duas categorias no Prêmio Multishow. O trabalho também integrou listas nacionais e internacionais de destaque e circulou pela Europa entre 2021 e 2022, com 36 apresentações.

Cena independente e circulação de artistas

A realização do show em Belém integra uma estratégia da produtora Se Rasgum de ampliar a circulação de artistas fora do circuito de festivais. Segundo o produtor cultural Marcelo Damaso, a iniciativa retoma um modelo de atuação mais independente.

“A gente nasceu há mais de 20 anos organizando shows e movimentando a cena com artistas locais e nacionais. Nos últimos anos, percebemos que, se não trouxermos esses artistas por conta própria, eles acabam vindo só em festivais. Então, voltamos a esse formato mais independente, fazendo parcerias diretas”, afirma.

Ele destaca que esse modelo depende da adesão dos próprios artistas. “Só dá para fazer com quem topa jogar esse jogo da cena independente, com quem está dentro desse circuito”, diz.

Sobre Dinucci, Marcelo avalia que o artista dialoga com essa proposta. “O Kiko representa um pouco essa volta às origens. É um artista que, com o violão, traz uma força quase punk para dentro da música brasileira. É alguém que trabalha com uma linguagem própria, fora das tendências, criando um som que foge do padrão”, acrescenta. 

SERVIÇO: 

Cantor Kiko Dinucci apresenta ‘Rastilho”

  • Data: sexta-feira, 3 de abril; 
  • Horário: 21h;
  • Local: Casa Apoena – Cidade Velha, Belém;
  • Ingressos: a partir de R$ 40, pela Sympla.
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