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Ilustrador da Marvel, Joe Bennett se defende de declarações de Al Ewing: 'Fui pego de surpresa'

O paraense disse ainda que a arte em defesa de Bolsonaro foi tirada de contexto pelo ex-colega de trabalho; e alegou não fazer posicionamentos políticos públicos desde 2019

Lucas Costa

Depois de declarações feitas neste sábado, 4, pelo roteirista da Marvel Al Ewing, sobre a decisão de não trabalhar mais com o ilustrador paraense Joe Bennett por conta de seus posicionamentos preconceituosos, o ex-colega de trabalho de Al se defendeu.

Procurado pela redação de Oliberal.com para se posicionar sobre o caso, Joe Bennett disse ter sido pego de surpresa pelas declarações feitas por Ewing. Contou ainda que a ilustração em favor de bolsonaro, a qual o roteirista se refere, foi feita em outro momento da política do país, portanto, usada por Ewing em outro contexto.

ENTENDA A HISTÓRIA

Roteirista da Marvel condena desenho bolsonarista de Joe Bennett e se recusa a trabalhar com ele Al Ewing relatou ainda outros posicionamentos problemáticos do ilustrador paraense, como desenhos antissemitas e respostas a comentários transfóbicos

Bennett também reclama da interpretação dada a ilustração por Ewing, dizendo que o roteirista taxou seu trabalho como antissemita. Na verdade, os trabalhos de Bennett considerados antissemitas foram publicados na revista de número 43 de "O Imortal Hulk", e a Marvel chegou a pedir desculpas aos leitores e oferecer reembolso, como reportado pelo Observatório do Cinema (UOL) à época.

O ilustrador diz ainda que se orgulha do trabalho incível que fez junto a Ewing em "O Imortal Hulk", e completa dizendo que não compartilha mais seus posicionamentos políticos publicamente desde 2019. O motivo disso, segundo Joe, é a decepção com tudo que vem ocorrendo no Brasil nos últimos anos, o fazendo não ter interesse em assuntos políticos.

Leia o posicionamento de Joe Bennett na íntegra:

Bem, nesta quinta, o Al Ewing fez uma postagem falando sobre uma arte que eu criei em 2017, antes da campanha presidencial, que representava a minha crítica política à época. A arte retratava o Dragão da Independência expulsando políticos que estavam sendo denunciados ou processados ou condenados por corrupção. E foi por esse motivo que os retratei como ratos. No ano seguinte, eu repostei essa charge declarando um determinado posicionamento político. Porém, agora, em 2021, o Al fez um post dando uma interpretação diversa a essa arte e taxando-a como anti-semita. Coisa que jamais foi minha intenção, pois eu não imaginava que a forma como os políticos estavam sendo retratados poderia, em outra cultura, ter essa interpretação.

Infelizmente, fui pego de surpresa pelas recentes declarações do Al, a quem sempre respeitei e com quem desenvolvi um trabalho incrível nos últimos 4 anos, do qual eu me orgulho muito. Fizemos algo para ficar na história dos quadrinhos e a nossa relação sempre foi de muito profissionalismo e tranquilidade. O resultado disso pode ser visto nas páginas do Imortal Hulk.

Por fim, quanto ao meu posicionamento político, desde 2019 eu não faço nenhum post sobre política nas minhas redes sociais. O motivo disso é que estou decepcionado com tudo que vem ocorrendo no Brasil nos últimos anos e esse é um assunto que eu, particularmente, não tenho mais o menor interesse.

No mais, eu prefiro não comentar mais nada sobre o ocorrido em respeito à Marvel e aos fãs do Imortal Hulk.

Palavras-chave

Cultura
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