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Dublador de Salsicha, Mário Monjardim, morre poucos dias após dublador de Scooby-Doo

Monjardim morreu poucos dias após a morte de outro gênio desta área Orlando Drummond

O Liberal

Poucos dias após a morte de Orlando Drummond, outro grande dublador Mário Monjardim faleceu nesta sexta-feira (30). Mário ficou famoso por dar voz a personagens icônicos como Pernalonga em Looney Tunes e Salsicha em Scooby-Doo. Mário era o melhor amigo do Orlando Drummond. O artista tinha 86 anos, sofreu um AVC no ano passado e era pai do diretor de dublagem Júlio Monjardim e primo do diretor de novela Jayme Monjardim.

Drummond foi um dos padrinhos de casamento do filho de Mário. O amigo também foi diretor do Orlando Drummond e dos desenhos dublados pela Herbert Richers. Ele também deu voz a personagens conhecidos por várias gerações como Frangolino e Capitão Caverna.

HISTÓRIA - O capixaba Mário Monjardim Filho nasceu em 16 de janeiro de 1935, na cidade de Vitória. Foi casado com Zoraida Barreto e atualmente estava com Branca Monjardim. Foi pai de cinco filhos: Marcus, André, Júlio, Leyla e Mario.

Mário começou a carreira em 1954 na Rádio Vitória aprovado pelo diretor José Américo. Quatro anos depois partiu para o Rio de Janeiro, quando trabalhou na Rádio Nacional a convite do mesmo diretor.

Em 1965 foi para a recém inaugurada TV Globo por intermédio do diretor Graça Melo. Lá fez parte do elenco de vários programas, dentre eles a primeira versão de Carga Pesada, e os programas humorísticos Chico Anysio Show e Os Trapalhões, todos na década de 1980.

Na dublagem começa as atividades em 1958, na Herbert Richers, quando havia acabado de chegar no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes trabalhou na ZIV, Rio Som, Cine Castro, TV Cine Som, e Dublasom Guanabara.

Nos anos de 1970, além da Herbert Richers, Televox, e Tecnisom, também começa a atuar na Peri Filmes, e Croma. Já na década seguinte, também passa pela Telecine, VTI e também em outros estúdios, como a Delart, Sincrovideo, e Double Sound.

Chegou ao século XXI em plena atividade, pois além da Herbert Richers, e Delart, também atuou na Wan Macher e Cinevídeo. Nos últimos anos, trabalhou na Delart, com alguns trabalhos na Audiocorp, e na Áudio News, até se afastar da dublagem após sofrer um AVC.

"Mário nunca gostou de holofotes, ele amava dublar, ele respirava isso. Quando teve AVC, nada mais fazia sentido", lamenta o neurocientista e jornalista Fabiano de Abreu.

Cultura
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