DJs celebram a arte de animar a festa da vida
Eles e elas garantem o fundo musical e o alto astral de eventos variados no mundo e têm o reconhecimento em 9 de março
Sintonia. Essa palavra serve para traduzir a arte dos DJs, animadores (as) de festas e eventos em geral pelo mundo, garantindo o fundo musical e toda a vibração positiva para a confraternização de pessoas em diferentes idades. Por isso, em 9 de março comemora-se o Dia Mundial do DJ. Em Belém, no Estado do Pará como um todo, esse personagem tem seu espaço e uma contribuição significativa para a propagação de músicas regionais e de outros centros do Brasil e do exterior, num caldeirão de ritmos que encanta plateias.
Um dos mais atuantes DJs do Pará é Luiz Antônio Batista Pinheiro, o DJ Tarrika. No começo dos anos 1970, ele tinha uma turma muito grande de amigos, incluindo músicos e gente que aprecia uma boa música. Eles organizavam festas em algumas casas, e sempre era preciso que uma pessoa fizesse a seleção musical. Filho de pai músico e de irmã musicista e por seu gosto refinado por música, era natural que Tarrika seguisse por essa área.
Surgiu, então, uma oportunidade de Tarrika tocar no antigo T1. E, então, ele passou a atuar como Disk Jockey (DJ). A partir daí, em contato com gente que atuava na área de festas, de som, como Rosenildo Franco, que tinha uma coluna sobre música em O Liberal, e mais Edgar, Janjo e Edyr Augusto Proença, ele foi se enturmando cada vez mais como DJ. A convite de Rosenildo Franco, Tarrika passou a tocar na Maloca, ou seja, ineditamente em dois lugares ao mesmo tempo. Por intermédio do amigo Alberto Pinheiro, ele começou a atuar na Assembleia Paraense, onde tem uma carreira de 52 anos como DJ.
Tarrika e Alberto Pinheiro eram convidados para fazer diversos eventos. Após terem iniciado em 1975 um programa musical na Rádio Liberal AM ("Som Nova Geração"), os dois foram convidados em 1976 por Romulo Maiorana, idealizador e fundador do Grupo Liberal, a apresentar um programa na TV Liberal que Romulo, então, ia inaugurar naquele ano. Os dois toparam e apresentaram o "Rock 76". Em 2000, o concurso Rainha das Rainhas, do Grupo Liberal, passou a ser realizado na sede campestre da Assembleia Paraense, com a parte de som toda a cargo do DJ Tarrika. São 27 anos desse DJ no evento.
"Ser DJ não é fácil. Tem que ter respeito com o público, ser profissional, e isso porque eu, como DJ, realizo sonhos. Não é uma simples festa. As pessoas saem para se divertir, para se sentirem felizes, e quando é em família, uma festa privé, é a realização de um sonho. Isso não acontece só no dia da festa, isso vem maturando, formatando na cabeça daquela família há muito tempo, no dia é a realização do evento", diz Tarrika. Para montar uma playlist para essas ocasiões, ele considera como agradar às pessoas em diferentes faixas etárias e outros aspectos. "Eu me transporto para a pista como se estivesse dançando. Eu coloco a música que eu acho que todos gostarão de ouvir", diz.
Energia pura
E elas também marcam presença como DJs. É o caso, por exemplo, da DJ Méury, nome artístico de Maria Wanzeller, 31 anos, natural da Cidade de Cametá, no nordeste do Pará. Méury brilha como DJ e produtora cultural há 15 anos.
"Sempre que eu andava pelos lugares eu escutavam músicas do nosso tecnomelody que eram produzidas pelos meus amigos produtores. Então, eu fui criando um amor pelo nosso ritmo e tive a curiosidade de saber como produzia", conta a DJ.
"Eu pedi ajuda aos produtores e, a partir daí, comecei a produzir remixs e fui me aperfeiçoando. E comecei a produzir musicas autorais com Marlon Branco, Viviane Batidão, Betinho Izabelense, Mc Dourado e outros. Quando as minhas músicas começaram a virar sucesso, eu resolvi ser DJ, tocar nas noites, e assim surgiu a DJ Méury", acrescenta.
Ela destaca amar essa profissão. "Eu gosto de levar nossa cultura, nosso ritmo por todos os lugares por onde eu passo, levando alegria e entretenimento pro meu público", pontua. Méury constata que a maioria dos DJs são homens. Ela é a primeira DJ mulher a produzir tecnomelody no Estado do Pará.
Para cada evento, DJ Méury tem um repertório específico, montado com muito amor e abrangendo todos os ritmos, principalmente, os paraenses. "Eu me sinto realizada em poder levar alegria ao meu público", reitera DJ Méury.
Interação
Aos 31 anos de idade, Cayan Abner Ribeiro Silva, nascido em Ananindeua, é um DJ que se firma a cada dia nas cidades paraenses. DJ Cayan Ribeiro tem 15 anos de estrada. "Acredito que não me tornei DJ, e, sim, a profissão me encontrou. E desde do início foi tudo natural",diz.
O que Cayan mais gosta ao atuar como DJ é "a interação com o público" ou seja, estar no meio da festa ou do evento, contribuindo com o divertimento das pessoas. Ele tem uma sintonia direta com o público e com o clima no ambiente, na festa, para, então, a partir daí, pensar e tocar toda uma sequência de músicas. Afinal, a música, com os DJs, não pode parar.
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