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Conheça os vencedores do 'Imagens Cotidianas', prêmio de incentivo do Sesc Pará

Este ano, foram selecionados dois ensaios fotográficos e duas videoartes.

Enize Vidigal

O projeto “Imagens Cotidianas - Incentivo às Artes Visuais e Fotografia 2021”, promovido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) no Pará, anunciou os quatro vencedores dos prêmios de R$ 4 mil cada. Foram premiados os ensaios fotográficos “O que a vida quer de mim?”, de Suely Nascimento, e “Iara”, de Natascha Bitar; e as videoartes “Em busca do olho d’água”, de Heldilene Reale; e “A pisa na Amazônia”, de Maurício Higor. As obras premiadas serão exibidas em exposições virtuais durante o ano, nas plataformas do Sesc Pará.

A jornalista e fotógrafa Suely Nascimento fez registros do cotidiano atravessado pela realidade da pandemia pela Covid-19. “Na edição que fiz, eu mostro a casa onde eu moro: a vista da janela para a rua vazia; a missa na televisão; o aniversário que compartilhei com a família por Skype com computador na mesa ao lado do bolo; o escorredor de louça com frutas, verduras e legumes lavados em lugar de pratos; as máscaras de pano estendidas no varal. O título é uma reflexão desse momento que as pessoas estão vivendo, que é repleto de incertezas”, descreve.

“Quando uma instituição escolhe um registro documental desse momento é bom para a história, para mostrar como a gente está vivendo e se relacionando com a pandemia”, comemora Suely.

Frame do videoarte 'Busca do Olho d'água'. (Heldilene Reale)

Já Heldilene, conta que fez o vídeo em 2017, na estrada de Faro a Terra Santa, durante a pesquisa do Doutorado em Artes, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Depois de mais de 20 anos retorno a Faro e algumas memórias de minha infância vêm a tona, dentre elas a experiência de tomar água direto do olho d'água”. A artista revisitou os lugares em que, antes, havia olhos d’água, mas os encontrou soterrados por estradas e pisoteados por gado de fazendas que surgiram no entorno. “A natureza, infelizmente, nunca foi uma opção de desenvolvimento humano”.

“A seleção para mim é muito importante, pois se trata de um circuito que valoriza a produção artística local, que reverbera ações culturais em todo o país”, destaca Heldilene.

Esse incentivo do Sesc Pará era exclusivo para fotografia, mas foi estendido a artistas paraenses das artes visuais, tendo como objetivo principal fomentar e divulgar a produção paraense e valorizar a cultura amazônica. A realização é feita por meio do por meio do Núcleo de Fotografia do Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso.  

A avaliação dos ensaios considerou a originalidade, relevância cultural, capacidade de comunicação de uma informação, ideia e história a partir do tema cotidiano amazônico, a qualidade técnica e a apresentação final do ensaio. Participaram da comissão de seleção a pesquisadora e curadora Vânia Leal, o fotógrafo e educador Miguel Chikaoka e o documentarista e editor Octávio Cardoso.  

Ao todo, o projeto de incentivo recebeu 87 inscrições, este ano. “Os trabalhos enviados foram interessantes, com qualidade técnica e em diversas linguagens. Muitas propostas ficaram de fora, pois não cumpriram o que estava descrito no regulamento”, observa Vânia Leal. 

Cultura
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