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Curta paraense 'Sob a Penumbra' entra em cartaz no circuito on-line do Olympia

O suspense foi totalmente gravado com câmera de celular.

Enize Vidigal

O curta-metragem paraense de suspense “Sob a Penumbra” (2021), de Gilson Santos, está em cartaz no circuito on-line do Cine Olympia. O filme produzido de forma independente, foi totalmente gravado com aparelho de celular. Gilson Santos, que é ator, além de diretor, protagoniza a obra e também assina a dramaturgia.

“O filme ‘Sob a Penumbra’ é um retrato vivo de como o cinema pode ser feito com esmero e qualidade quando se tem paixão pela arte cinematográfica”, descreve Gilson Santos, que interpreta o psicólogo Tales, num roteiro inspirado em histórias reais, segundo o autor.

No enredo, Tales presta atendimento clínico ao menino “Beto”, vivido por Kauan Bezerra, que sofre de sérios temores por ser assombrado por uma força demoníaca. O decurso do processo terapêutico leva alguns anos, e, por isso, o filme que teve as primeiras cenas gravadas com Kauan no final do ano de 2017, quando ele estava com 14 anos, mas a filmagem só foi retomada em 2020, durante a pandemia pela Covid-19, período em o ator atingiu os 17 anos e apresentou mudança de feições e de timbre de voz. “Eu quis mostrar a passagem do tempo no mesmo ator”, explica o diretor.

Ao longo do curta-metragem de 38 minutos, Beto aprende a enfrentar o medo, mas, enquanto isso, o terapeuta enfrenta as mesmas questões na vida pessoal, pois sofre, desde a própria infância, com as aparições da menina “Ana Clara” – interpretada pela atriz mirim Nicole Karine. Outra integrante do elenco é Maria de Jesus, cujo papel é da babá “Dora”, que cuida de Beto durante a frequente ausência dos pais, que vivem viajando.

A forma improvisada de algumas cenas gravadas no escuro ou com a câmera do celular tremendo, dão maior suspense à dramatização da obra. Para escrever e adaptar o próprio roteiro, Gilson Santos levou os últimos anos realizando pesquisa sobre o medo junto a psicólogos. “Com esse filme quero passar um recado para o público, que é a superação do medo”, afirma.

A realização do filme durante a pandemia foi um desafio.  “Eu optei por ser todo (o filme) feito com aparelho celular e também com recursos próprios de iluminação. Eu atuo e dirijo e, para mim, foi um desafio, especialmente para fazer as (tomadas) externas. Dá para fazer (cinema) mesmo com escassez de recursos quando se tem amor pela arte”.

As filmagens foram realizadas em duas residências localizadas na ilha de Mosqueiro e no município de Ananindeua, na Região Metropolitano, enquanto as gravações externas tiveram como locação os fundos de um condomínio fechado de Ananindeua, que dá acesso a um ambiente de mata ladeado por um lago.

A programação on-line do Cine Olympia direciona para o canal da BCG Produções, na qual o filme está disponível gratuitamente. Gilson Santos investiu em uma segunda versão de “Sob a Penumbra” com legendas para a acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva. “Eu distribuí o filme com legenda para instituições que atendem esse público. Quero que todos possam assistir e desfrutar das emoções da história”.

Cinema
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