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Crítica especializada mantém referência de O LIBERAL no debate sobre cinema

Ao longo dos anos, diferentes profissionais propiciaram análises profundas e diferentes sobre vários filmes

Vito Gemaque

Emitir uma opinião sobre qualquer assunto torna-se cada vez mais banal com as redes sociais. Já uma opinião fundamentada com argumentos sólidos é necessária para avançar com conhecimento em qualquer área. Uma crítica bem escrita leva a evolução de um debate. Ao longo destes 75 anos, o jornal O LIBERAL sempre esteve na vanguarda da crítica com profissionais que abriram caminho para o debate e para as novas gerações. Atualmente, a crítica de cinema tem local reservado com a coluna Cinenews de Marco Antônio Moreira no caderno de Cultura no jornal impresso e no portal OLIBERAL.COM.

Marco Antônio tem um longo currículo sendo o atual presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE), membro da Academia Paraense de Ciências (APC) e professor de Cinema de várias instituições de ensino superior. Ele escreve por amar o cinema. “O Liberal sempre deu espaço para a crítica de cinema. O Liberal tinha a Maria Luzia Miranda, também teve o João de Jesus Paes Loureiro, que teve uma coluna sobre cinema. Eu fico muito feliz e dou os parabéns à direção por termos esse espaço. Tenho muito orgulho de estar escrevendo, eu faço por amor”, conta.

Aos 14 anos, quando era um jovem apaixonado por cinema, Marco escreveu a sua primeira contribuição para O LIBERAL na coluna “Panorama” de Maria Luzia Miranda Álvares, uma das colunistas de cinema que abriu os caminhos para os jovens e para as mulheres no segmento. A coluna iniciou em novembro de 1972 e seguiu até 2015. Ela lembra das dificuldades que enfrentou para se firmar.

“Vejo, hoje, que foi uma ousadia aceitar o convite de seu Romulo Maiorana para ser crítica exclusiva do jornal. Com o Pedro Veriano, meu marido, sendo conhecido como crítico de cinema, ao despontar para escrever em outro jornal sendo vista como ‘mulher do Pedro’, avalie-se a minha versão para reprimir internamente que eu não era só isso – esposa do crítico. E fui avançando. Ao longo do tempo as pessoas perceberam o diferencial dos gostos, do estilo, da linguagem escrita e do meu modo de ver o cinema, apoiada, então numa área de conhecimento que ao longo dos anos estudei e me graduei, depois, fiz mestrado e depois o doutorado, Ciências Sociais e Ciência Política. Leituras de livros de linguagem cinematográfica também fizeram e fazem parte do meu repertório de leitura. E na minha concepção, tenho clareza de que se você não lê, não aprende a escrever”, assegura.

Ao longo dos 43 anos, a professora Maria Luzia Miranda abordou todo tipo de filme. A mestra tem os ensinamentos para produzir uma boa crítica. “Primeiramente, assistir ao filme, avaliar o tema desenvolvido pelos realizadores, avaliar o formato narrativo, apontando os elementos que foram utilizados para a criação do filme, na expectativa de desenvolver o entendimento do que foi evidenciado nos vários âmbitos - descritivo, crítico, simbólico, ou se o foco é direto. A leitura do que se escreveu merece uma releitura para avaliar as palavras, tons, toques diretos ou apelativos. Não ‘fechar’ o texto. Deixe para o leitor ou leitora entender a sua escrita – a opinião dele ou dela também é importante”, lista.

Marco Antônio Moreira acredita que atualmente a crítica tem entre suas missões abrir possibilidades para o público conhecer filmes diferentes, principalmente em uma era em que as obras estão disponíveis na internet via serviços de streaming. “Isso se transforma em desafio. Eu acho muito bem vindo, mas dificilmente vou achar melhor assistir um filme no meu quarto do que em um cinema. 95% da minha vida foi no cinema. Entretanto, temos que admitir que é fantástico que as pessoas tenham acesso aos filmes em casa. Isso é um desafio para quem escreve sobre cinema, porque as pessoas acabam criando uma zona de conforto perigosa”, explica. O crítico mantém-se atento a dialogar com o público pelas redes sociais. 

Cinema
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