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CINE NEWS

Por Marco Antônio Moreira

Coluna assinada pelo presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e membro da Academia Paraense de Ciências (APC). Doutorando em Artes pelo PPGARTES/UFPA; Mestre em Artes pela UFPA. Professor de Cinema em várias instituições de ensino, coordenador-geral do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), crítico de cinema e pesquisador.

Coluna faz homenagem pelos 95 anos do ícone pop Marilyn Monroe

Marco Antonio Moreira

Marilyn Monroe é um dos maiores ícones do cinema e completaria 95 anos esta semana.  Marilyn alcançou intenso destaque nos anos 1950 com diversos sucessos de bilheteria e transformou-se em uma das atrizes mais populares do cinema. Em 1944, ela trabalhava em uma companhia de aviação que produzia drones para uso na Segunda Guerra Mundial e iniciou carreira como modelo a partir da influência de um fotógrafo da First Motion Picture Unit. Posteriormente, Monroe participou de alguns curtas-metragens e assinou contrato com produtoras importantes como Twentieth Century Fox e Columbia Pictures.

Inicialmente, ela teve atenção do público com pequenos papéis em A Malvada (1950) e O Segredo das Joias (1950), mas foi com Torrentes de Paixão (1953) e Os Homens preferem as Loiras (1953) que ela se tornou uma atriz conhecida internacionalmente. Infelizmente, a maioria dos jornalistas e espectadores diversas vezes preferiu evidenciar sua beleza, sex appeal e sua vida particular e não valorizaram seu trabalho como atriz. Mas filmes como Quanto mais quente Melhor (1958) e O Pecado Mora ao Lado (1955) revelaram seu talento que provavelmente teria evolução artística desenvolvidos na experiência cinematográfica. Como uma das atrizes mais rentáveis de Hollywood, Marilyn investiu em sua própria empresa de produção cinematográfica (Marilyn Monroe Productions) e buscou aprimoramento como atriz estudando interpretação no famoso Actor´s Studio. O reconhecimento de seu trabalho  foi demonstrado pelo prêmio Globo de Ouro de Melhor Atriz por Quanto mais quente Melhor.

Infelizmente, Marilyn Monroe faleceu aos 36 anos e a admiração e obsessão por sua vida profissional e privada aumentou com diversas interpretações sobre sua morte e especulações sobre sua vida amorosa. Livros e filmes de ficção e documentários são produzidos periodicamente confirmando o interesse contínuo do público pela sua vida e mantendo sua condição de um dos nomes mais populares do cinema.

Com a proposta de valorizar seu trabalho no cinema indico aos leitores alguns filmes que Marilyn Monroe trabalhou como homenagem ao seu talento nesta semana em que é lembrada pela data de seu aniversário (1 de junho de 1926). Entre os títulos selecionados indico especialmente a comédia Quanto mais Quente Melhor (1958) com sua melhor atuação no cinema. Marilyn Monroe realizou uma das comédias mais inteligentes e engraçadas do cinema com Jack Lemmon e Tony Curtis e a direção genial de Billy Wilder.

Boas sessões!

Use máscara, pratique distanciamento social e esteja atento ao calendário de vacinação!

Filmes

Quanto mais quente melhor (1957) de Billy Wilder

Dois músicos testemunham um tiroteio entre gângsteres. Eles fogem disfarçados de mulheres e se integram a uma banda de jazz. Mas uma cantora carente (Marilyn Monroe) se apaixona por um deles e surgem hilárias situações entre eles.

 

O Pecado Mora ao lado (1956) de Billy Wilder

Richard Sherman (Tom Ewell) é um editor de livros que sente-se sozinho quando a mulher (Evelyn Keyes) e o filho (Burch Bernard) viajam em férias. Ele começa então a ficar cheio de ideias quando uma bela e sensual jovem (Marilyn Monroe) torna-se a sua vizinha.

 

Nunca fui Santa (1956) de Joshua Logan

Beauregard 'Bo' Decker (Don Murray), um jovem cowboy de rodeio, conhece a cantora Cherie (Marilyn Monroe) em Phoenix e fica apaixonado pela bela mulher. Ela tenta fugir para outra cidade, mas ele obriga a jovem a segui-lo em um ônibus para sua casa, em Montana. O cowboy vai fazer de tudo para ficar com Cherie.

 

Os Desajustados (1961) de John Huston

Roslyn Taber (Marilyn Monroe) está em processo de divórcio e encontra Gay Langland (Clark Gable), um velho vaqueiro que se tornou jogador e Guido Racanelli (Elli Wallach), um ex-aviador da Segunda Guerra Mundial. Os dois se apaixonam por Roslyn e os três decidem se mudar para a casa de Guido no deserto. Com um ex-cavaleiro de rodeio (Montgomery Clift), eles criam uma empresa que captura cavalos selvagens. Posteriormente, ela não aceita a captura destes animais e inicia uma série de conflitos.

 

O Rio das Almas Perdidas (1954) de Otto Preminger

Em 1875, durante a corrida do ouro nos Estados Unidos, Matt Calder (Robert Mitchum), um ex-presidiário que recentemente saiu da cadeia, reencontra Mark Calder (Tommy Retting), seu jovem filho que nada sabe do seu passado. Com ele planeja se estabelecer como fazendeiro. Algum tempo depois os dois socorrem Kay Weston (Marilyn Monroe), uma cantora de saloon que conheciam, e Harry Westo (Rory Calhoun), seu namorado, quando tentavam atravessar um perigoso rio em uma balsa. Mas Harry está tão ansioso em registrar uma concessão de ouro que ele diz que ganhou em um jogo que fere Matt, que o salvou, pois quer um cavalo e uma arma a qualquer custo. Kay fica então no rancho cuidando de Matt e Mark, enquanto Harry vai embora sozinho, mas prometendo voltar. Entretanto, os índios chegam no local e os três são obrigados a fugir por um rio com perigosas corredeiras. Mas o rancheiro está determinado em chegar ao seu destino, para se vingar.

 

O Segredo das Joias (1950) de John Huston

Recém-saído da prisão, Doc Riedenschneider (Sam Jaffe), um mulherengo gênio do crime, já planeja o próximo assalto milionário. Ele recruta seus homens de confiança: Louis (Anthony Caruso), Gus (James Whitmore), Emmerich (Louis Calhern) e Dix Handley (Sterling Hayden), mas pequenas falhas em todos os setores comprometem o sucesso do roubo.

 

Adorável Pecadora (1960) de George Cukor

Jean-Marc Clement (Yves Montand) é um milionário, dono de uma empresa poderosa, que reina a bolsa de Nova Iorque. Ele descobre que vai ser satirizado nos palcos e resolve ir ao teatro, onde conhece a atriz Amanda Dell (Marilyn Monroe). O diretor da produção acredita que Jean-Marc é um ator de verdade e resolve selecioná-lo para representar a si mesmo. Ele aceita o papel para ficar perto da atriz e esta conquista vai mudar a sua vida.

 

O Príncipe Encantado (1957) de Laurence Olivier

Em 1912, o príncipe Charles (Laurence Olivier), regente de um reino na Europa, faz uma visita a Londres para participar da coroação do novo rei britânico. Ele passa a noite em um clube, onde conhece Elsie (Marilyn Monroe), uma corista americana. O regente fica encantado pela jovem e resolve chamá-la para um jantar na embaixada. A convite da rainha, Elsie fica mais tempo e começa a trazer Charles de volta à vida.

 

Torrentes de Paixão (1953) de Henry Hathaway

Rose (Marilyn Monroe) e o marido (Joseph Cotten), cujo relacionamento está em crise estão de férias em um motel nas cataratas do Niágara. Lá eles conhecem um outro casal, que estão em uma segunda lua-de-mel. Acidentalmente a mulher descobre que Rose tem um amante, mas o que ela ignora totalmente é que Rose planeja matar o marido com a ajuda do amante.

 

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