Chega de internet: obras de Michelangelo voltam a maravilhar nos Museus do Vaticano

Com máscaras e termômetros, Museu Guggenheim também recebe de volta visitantes em Bilbao, na Espanha

Reuters

CIDADE DO VATICANO - Se você já sonhou em estar na Capela Sistina sem sentir que está esticando o pescoço, esta é sua chance. Os Museus do Vaticano reabriram ao público na segunda-feira, depois de ficarem quase três meses fechados por causa do isolamento do coronavírus.

Com algumas das maiores obras-primas da Renascença, além de artefatos romanos e egípcios antigos, os museus só podem ser visitados atualmente por meio de reservas pela internet para controlar o número de pessoas presentes ao mesmo tempo.

Os visitantes passam por um teste de temperatura feito por escâneres termais remotos e têm que usar máscaras.

Mesmo assim, é um inconveniente pequeno em troca de ser uma das cerca de 25 pessoas que visitaram na segunda-feira a Capela Sistina com seu teto famoso e o Juízo Final pintado por Michelangelo no século 16.

"Os Museus do Vaticano normalmente são inacessíveis por causa das multidões enormes de turistas, particularmente estrangeiros", disse Marisa, uma romana que não quis informar o sobrenome.

Durante o fechamento, os amantes da arte puderam visitar os museus graças a turnês virtuais, mas a maioria concorda que nada se compara à presença física.

"É claro que uma turnê digital é importante, mas uma visita de verdade a obras de arte de verdade jamais pode ser substituída por uma turnê virtual de nosso patrimônio", disse Barbara Jatta, diretor dos museus.

Os museus receberam cerca de 7 milhões de visitantes no ano passado e são a fonte de renda mais confiável da Santa Sé, tendo gerado estimados 100 milhões de dólares anuais no passado.

Espanha

Cerca de duas dúzias de visitantes ficaram em fila para que suas temperaturas fossem medidas na entrada do Museu Guggenheim, na cidade de Bilbao, na segunda-feira, enquanto a instituição se tornou o primeiro dos principais centros culturais da Espanha a abrir as portas após o longo lockdown imposto por conta da pandemia do coronavírus.

Visitante tem temperatura medida no Museu Guggenheim em Bilbao no dia da reabertura (REUTERS/Vincent West)

O número de frequentadores parecia modesto no grande dia de reabertura do museu projetado por Frank Gehry e que, com suas curvas metálicas refletindo as águas do Rio Nervión, é uma das estruturas arquitetônicas mais reconhecidas da Espanha. 

Os visitantes precisam usar máscaras, e a capacidade de visitantes foi reduzida pela metade. Além disso, estações de higienização para as mãos foram instaladas em pontos estratégicos ao longo do museu. 

Um casal passava pelo átrio, similar ao de uma catedral, com espaço mais do que suficiente para manter a distância de segurança requerida de 2 metros. 

"Achamos que poderíamos aproveitar bastante já que não há muitos visitantes, então poderíamos desfrutar do museu um pouco mais", disse Imanol Sierra enquanto esperava do lado de fora com seus dois filhos. 

Assim como os demais museus e galerias do país, o Guggenheim estava fechado desde que o estado de emergência havia sido declarado em meados de março, e conforme o País Basco progride para a terceira fase de um plano de relaxamento das restrições de quatro fases, o centro cultural foi reaberto, apesar de algumas limitações.

Cultura
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