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Cenário amazônico inspira o artista plástico Waldemir Santos 

O diagramador que sempre gostou de pintar se revela artista aos 64 anos.

Enize Vidigal

Waldemir Santos é daqueles artistas que nasceu com a arte na veia, mas as agruras da vida abafaram o talento, que vem ressurgir ao chegar na aposentadoria, aos 64 anos de idade. A cena do cotidiano do caboclo amazônico, especialmente pessoas, flora e fauna, são os temas prediletos do artista. As figuras se destacam em cores vivas na pintura em acrílico sobre papel.

Waldemir sempre gostou de desenhar. “Nasci com o dom de desenhar. Eu ganhava um troco fazendo trabalho de colégio para algumas pessoas. Eu teria que aperfeiçoar, fazer uma escola de desenho, mas a minha família era pobre. O meu pai saiu de casa quando eu tinha 3 anos. A minha mãe cuidava sozinha de quatro filhos. Quando ela morreu, eu ainda era garoto, em 1969. Ficamos relegados ao mais completo abandono. Tive que largar os estudos para ir trabalhar, ajudar a sustentar a casa. A vida foi madrasta pra gente”, recorda.

Ele voltou a pintar em 1978 , quando se casou. “Eu trabalhava em banco, chegava por voltas da 17hs em casa, de segunda à sexta, estudava à noite e fazia alguns trabalhos, depois que voltava da aula. Tudo que produzia eu doava porquê eu pintava por prazer. Assim a vida seguiu. Tive diversas atividades profissionais e nunca vivi de minha arte”, lamenta.

Entre os empregos que Waldemir Santos teve, está o de diagramador no jornal O Liberal, onde trabalhou por 28 anos. Hoje, os pincéis dividem espaço com a arte visual que ainda estão presentes na vida do artista, pois ele aprecia fazer intervenções digitais com photoshop nas próprias pinturas escaneadas.

Obra "Tucano Azul" com intervenção digital. (Waldemir Santos)

“Desde essa época (que entrou no jornal), passei à visitar exposições e a ler mais sobre artes plásticas. Nesses anos todos, eu contei para poucos colegas que sabia pintar. Saí do jornal em 2015, já aposentado. E agora, como tempo é coisa que não me falta, voltei à produzir alguns trabalhos e, com isso, a desanuviar a mente. Quem sabe, um dia, poderei mostrar o meu trabalho, em uma exposição, coisa que nunca consegui”.

Waldemir Santos optou por pintar sobre o papel após as experiências que teve no exercício sobre tela. Pessoas, araras, tucanos e plantas são figuras bastante retratadas nos trabalhos dele, sempre com muita cor. “Se fizer gosto, pinto três telas em um dia só (risos)”.

“A técnica de pintura é muito pessoal, desenvolvi sozinho, sem ter frequentado nenhuma escoa de arte, para aperfeiçoar e aprender novas técnicas. Já pintei, óleo sobre tela e acrílica sobre tela. Hoje, trabalho com pintura acrílica sobre papel, técnica que adotei por ser mais prática e rápida, proporcionando um resultado legal, visualmente”, explica.

A arte moderna é uma das fontes de inspiração do artista, que adotou estilo e técnica próprios ao pesquisar as obras de vários artistas nacionais e internacionais. “Meus trabalhos hoje, são muitos diferentes daqueles que fiz, no passado. Quanto a minha inspiração, posso dizer que quando ela chega, o trabalho flui com mais facilidade”.

Cultura
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