Leifert sofre ataque de ódio por ser judeu após discutir sobre BBB

Apresentador e Ícaro Silva. se desentenderam por expor opiniões divergentes sobre atração.

O Liberal
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A tour da polêmica entre Tiago Leifert e Ícaro Silva sobre "BBB", continua viva há dias. Depois de críticas pessoais, direitos de resposta, assim como ocorreu com o ator, o apresentador também sofreu com ataques na web.

Tiago precisou lidar com comentário de cunho antissemita nas redes sociais. Alguns internautas ofenderam Tiago enquanto judeu, além de expandirem os ataques à comunidade judaica no geral com xingamentos.

O Splash, do UOL, conversou com o advogado Fernando Lottenberg sobre o assunto. Ele é comissário da Organização dos Estados Americanos (OEA) para o monitoramento e o combate ao antissemitismo.

Algumas das manifestações de violência contra Leifert publicadas no Twitter infringem a lei 7.716, segundo Lottenberg, que define os crimes resultantes de raça ou de cor, bem como aqueles baseados em etnia ou religião. O artigo 20, por exemplo, estipula como crime "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".

Lottenberg acrescenta que comentários desse tipo provocam uma onda de ódio. Em relação ao antissemitismo, o advogado diz que algumas medidas podem ser tomadas para frear o crescimento do ódio contra o povo judeu: "Acredito que, de um lado, a educação sobre quem são os judeus, o que já aconteceu com base nesse tipo de preconceito, com consequências trágicas”.

"De outro, uma combinação de autorregulação e regulação pública dos provedores e plataformas, para evitar a disseminação desse tipo de discurso de ódio [nas redes sociais]", afirma.

"Judeu, né?"

De grande repercussão, os comentários que o perfil @kausilvaviolin fez no Twitter chamaram bastante atenção.

"Sobre a polêmica com Tiago Leifert: judeu, né? (Desculpem-me os judeus legais que eu conheço. Isso não é com vocês", o texto viralizou. Horas depois, Karen voltou ao Twitter e publicou uma carta de desculpas. "Num ato impulsivo fiz um tweet generalizando estereótipos a toda uma comunidade [...] Como mulher negra sei das dores que o racismo provoca e reconheço o sofrimento de um povo perseguido e torturado ao longo da história."

Para o doutorando em Estudos Literários e Culturais pela Universidade de São Paulo (USP) e Diretor do Instituto Brasil-Israel, o cientista social Daniel Douek, "esse tipo de discurso é sintoma do fato de que a judeidade vem sendo percebida, cada vez mais, como um símbolo da branquitude".

“Isso é perigoso”, disse Daniel Douek, diretor do Instituto Brasil-Israel. "Pois criam-se estereótipos que generalizam uma comunidade diversa de pessoas, acarretando, também, em apagamentos identitários, como o dos próprios judeus negros", afirma o cientista social.

Douek ainda acrescenta que o racismo e o antissemitismo possuem implicações distintas no Brasil. Porém, “são fenômenos sociais que compartilham as mesmas raízes, baseadas em marcações e hierarquias construídas arbitrariamente. Seu enfrentamento depende, portanto, de uma desconstrução permanente".

Os ataques antissemitas a Tiago Leifert, que é descendente de judeus por parte de pai, acontecem em meio ao crescimento de grupos neonazistas no Brasil e no mundo, com o aumento de inquéritos de apologia ao nazismo na Polícia Federal.

Vale lembrar, que há uma semana, grupos neonazistas foram alvos de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio em sete estados do país após denúncias de discriminação nas redes sociais.

Em 2012, Leifert casou com Daiana Garbin, em uma cerimônia com ritos da tradição católica e judaica.

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