Guitarristas paraenses exaltam a genialidade de Jeff Beck

O britânico, considerado um dos maiores guitarristas da história da humanidade, faleceu na quarta-feira, 11.

Enize Vidigal
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O falecimento do guitarrista Jeff Beck, reconhecido como um dos maiores gênios rock, na última quarta-feira, 11, chocou fãs pelo mundo. Em mais de 50 anos de carreira, o astro britânico inspirou talentos pelo mundo, incluindo Roberto Frejat, que admitiu o fato em recente entrevista. No Pará, os músicos Ziza Padilha, Bob Freitas e Renato Sá destacam a originalidade e criatividade de Beck.

Jeff Beck morreu aos 78 anos, vítima de meningite bacteriana, conforme divulgou a família do astro, no perfil do Twitter. Ele influenciou grande referências o rock internacional, como Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Eric Clapton e Jimmy Hendrix, mas influenciou cada um deles.

Beck iniciou carreira no blues, em 1963. Dois anos depois, substituiu Eric Clapton na banda The Yardbirds, uma das mais influentes da época. Após deixar a banda inglesa, ele foi convidado pelos Rolling Stones para substituir Brian Jones, que morreu afogado em 1969, e foi cotado para o Pink Floyd. Na época, ele formou o Jeff Beck Group, que contava com Rod Stewart e Ronnie Wood, guitarristas que acabaram entrando para os Rolling Stones no fim dos anos 1970.

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Álbuns de destaque

O guitarrista paraense Renato Sá destaca o antológico álbum de rock pesado de Jeff Beck Group, “Truth”, com quem estreou a banda trazendo Rod Stewart no vocal e Ron Wood (Rolling Stones) no baixo. O projeto trouxe uma versão do blues “You Shook Me”, que gerou polêmica, pois logo depois o Led Zeppelin lançou também a sua versão da mesma faixa com o guitarrista Jimmy Page.

Outro álbum famoso é “Blow By Blow”, da fase fusion (fusão do jazz, rock e funk), que trouxe a versão de “Cause We’ve Ended As Lovers”, de Stevie Wonder, “peça considerada icônica pelos guitarristas”, afirma. “Aprecio alguns trabalhos do Jeff Beck da fase hard rock, apesar dele ter se consolidado como um guitarrista de fusion experimental, uma técnica futurista. Ele já estava no cerne do rock pesado, do blues pesado nos anos 1970”.

image Ziza Padilha e Bob Freitas (Marivaldo Pascoal (Ziza) e Divulgação (Bob))

“Jeff Beck foi, sem dúvida, um dos gênios da guitarra, como Wes Montgomery, Joe Pass, Olmir Stocker e outros”, compara o multi-instrumentista e arranjador Ziza Padilha. “Ele passeava com personalidade em vários estilos. Eu que sempre fui amante da guitarra apesar de ser violonista. Eu tinha receio de tocar sem palheta. Alguns desses heróis que citei não usavam palheta (para tocar). Assisti um vídeo do Beck tocando com um slider de pvc (cilindro usado para tocar usando os dedos médio, anelar, mínimo ou indicador, mas o britânico usou a ponta da peça para tocar em vez de enfiar no dedo) coisa impressionante”.

Para o guitarrista, violonista e arranjador Bob Freitas, “a criatividade, a originalidade do fraseado, a competência técnica e o extremo bom gosto do timbre que Sir Jeff Beck formatou e produziu ao longo da carreira, já lhe garantiram a imortalidade”. Segundo ele, Beck compõe a galeria dos melhores solistas do rock britânico ao lado de George Harrison, Alvin Lee e Eric Clapton.

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