Participação na COP 30 abre portas para Carabao, que mira novos projetos em 2026
Aparelhagem participou da Freezone e atraiu turistas e moradores durante a conferência
A aparelhagem Carabao inicia um novo ciclo após marcar presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém no mês de novembro. O grupo participou de uma das principais apresentações culturais da Freezone, programação paralela montada na Praça da Bandeira que recebeu turistas e moradores diariamente. A partir dessa visibilidade, a equipe passou a enxergar novas oportunidades de circulação no mercado, como adiantou o DJ Tom Máximo em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal.
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Nesse movimento de expansão, os paraenses vão iniciar 2026 ao som de grandes nomes da música local: o Carabao foi confirmado como uma das atrações do “Vira Pará”, festa de Réveillon gratuita e aberta ao público que será realizada no estacionamento do Estádio do Mangueirão, em Belém, no dia 31 de dezembro, a partir das 20h.
Sobre a experiência na COP 30, Tom Máximo afirmou que a participação do grupo fortaleceu a projeção da cultura do brega paraense para novos públicos. "A participação do Carabao na COP 30 foi um marco histórico para nós. Estar presente em diferentes espaços oficiais da conferência nos permitiu mostrar a força da nossa cultura, do nosso som e do nosso estilo para um público global, diverso e altamente influente", disse o DJ.
Os que ainda não conheciam puderam ver de perto a grandiosidade do projeto tanto pelo repertório quanto pela estrutura física, com caixas gigantes acopladas à montagem, formando a figura do animal com chifres metálicos e iluminação cênica.
Segundo ele, a repercussão foi imediata. “A Carabao ganhou visibilidade além das fronteiras do Pará e passou a ser vista como um representante legítimo da musicalidade amazônica”, acrescentou.
Criada em 2022, no Marajó, a aparelhagem se tornou rapidamente uma das atrações mais reconhecidas em festivais e programações culturais do estado. Além dos palcos, hoje integra iniciativas como o programa “Liberô Carabao”, transmitido ao vivo pela Rádio Liberal FM, de segunda a sexta-feira.
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O período pós-conferência também vem movimentando a agenda da aparelhagem. Com o aumento da busca por shows e parcerias, o grupo trabalha para consolidar as portas abertas ao longo dos próximos meses. "Estamos trabalhando para consolidar tudo o que vivemos durante a conferência. A Conferência abriu portas e ampliou conexões, e agora seguimos focados em transformar essa projeção em novos projetos", afirmou Tom Máximo, destacando que novas articulações com produtores de outros estados e países já estão em andamento.
“O objetivo é claro: manter o ritmo, aproveitar o momento favorável e transformar a visibilidade em oportunidades concretas”, acrescentou.
O DJ também comentou que a ascensão recente do brega paraense no cenário nacional e internacional ajuda a dinamizar o trabalho que o grupo está desenvolvendo. "Para nós, esse crescimento representa um reconhecimento muito esperado. O brega paraense, nas suas muitas vertentes, é uma das expressões culturais mais fortes do Norte, e vê-lo ganhar espaço nacional e internacional é motivo de orgulho", disse.
Futuro
A agenda de fim de ano já reflete esse novo momento. Segundo Tom Máximo, convites para apresentações surgiram de cidades que antes não faziam parte do circuito da aparelhagem. “Depois da COP, sentimos um aumento significativo na procura por apresentações, inclusive em cidades e eventos que ainda não fizeram parte do nosso circuito”, explicou.
Para o grupo, o período será de trabalho intenso e consolidado do que foi construído durante a conferência. “A agenda está bastante movimentada, com shows, participações especiais e parcerias que nasceram dessa maior visibilidade”, disse.
Ele conta que o Carabao planeja expandir ainda mais sua atuação a partir de 2026. Entre as metas estão novos formatos de espetáculo, ampliação da equipe técnica e criativa e possíveis turnês interessantes e internacionais. “A experiência de representar o Pará em um evento global nos trouxe modernidade, visão estratégica e a certeza de que estamos no caminho certo”, avaliou Tom Máximo, acrescentando que o grupo pretende levar o som da aparelhagem para novos palcos, mantendo o compromisso com a identidade amazônica.
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