Marco Antônio Moreira

CINENEWS

Presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e membro da Academia Paraense de Ciências (APC). Doutorando em Artes pelo PPGARTES/UFPA; mestre em Artes pela UFPA. Professor de Cinema em várias instituições de ensino (UFPA, IESAM, CAIANA FILMES, SESC, EMATRA, FIBRA e Casa das Artes) e coordenador-geral do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC). Crítico de cinema na revista Troppo (O Liberal) e apresentador do programa Atualidades Cinematográficas (Rádio Liberal AM).

Um dia especial

Marco Antônio Moreira

Mãe é uma modelo de fraternidade difícil de definir em palavras, imagens, sons. A arte se aproxima da complexidade que é ser mãe por meio de histórias e personagens que refletem diversos modos de se sentir e agir de maneira maternal. O instinto de amar, sobreviver, incentivar, doar, engrandecer e dimensionar a vida dos filhos, família e sua própria trajetória humana foram retratados em muitos filmes. Dos clássicos aos filmes mais contemporâneos que contam outras histórias de mães que fugiram de estereótipos criados por uma sociedade conservadora, é possível perceber que o cinema pode ser uma referência para análises sobre a importância de ser mãe.

Por esta razão pesquisei algumas indicações especiais com filmes para celebrar este dia das mães que será comemorado, em muitos casos, de maneira distante devido ao momento difícil da saúde pública. Muitos filmes desta relação podem ser encontrados em diversas mídias (dvd, blu-ray), internet, YouTube e TV por assinatura.

Como homenagem a todas as mães, especialmente a minha D. Lourdes que não está mais entre nós fisicamente e é sempre lembrada de modo carinhoso e com muita gratidão, publico o poema "Para Sempre" de Carlos Drummond de Andrade. Espero que os diversos sentimentos maternos sejam referências para a construção de novas humanidades no século XXI. Parabéns! Obrigado!

Para Sempre – Carlos Drummond de Andrade (1965)

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Indicações:

"A Escolha de Sofia" de Alan J. Pakula
"A Jornada" de Alice Winocor
"Cicatrizes" de Miroslav Terzic
"O Despertar das Formigas" de Antonella Sudasassi
"Volver" de Pedro Almodóvar
"Para Sama" de Edward Watts e Waad Al-Khateab
"Rosie" de Paddy Breathnach
"Eles não usam Black-Tie" de Leon Hirzman
"Meu Anjo" de Vanessa Filho
"Unicórnio" de Eduardo Nunes
"Mãe só há uma" de Ana Muylaert
"Entre Laços" de Naoko Ogigami
"Querida Mamãe" de Jeremias Moreira Filho
"Três Anúncios para um Crime" de Martin McDonagh
"O Filho da Noiva" de Juan José Campanella
"Extraordinário" de Stephen Chbosky
"Aquarius" de Kleber Mendonça Filho
"Tudo sobre minha Mãe" de Pedro Almodóvar
"O Quarto de Jack" de Lenny Abrahamson
"Minha Mãe" de Nanni Moretti
"Que Horas ela volta" de Anna Muylaert
"Mommy" de Xavier Dolan
"Mãe e Filho" de Petrus Cariry
"A Suprema Felicidade" de Arnaldo Jabor
"Mãe" de Joon-ho Bong
"A Troca" de Clint Eastwood
"Imitação da Vida" de Douglas Sirk
"Tati, A Garota" de Bruno Barreto
"À Margem da Vida" de Paul Newman
"O Espelho" de Andrei Tarkovsky
"O Preço da Solidão" de Paul Newman

Marco Antônio Moreira
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