Marco Antônio Moreira

CINENEWS

Presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e membro da Academia Paraense de Ciências (APC). Doutorando em Artes pelo PPGARTES/UFPA; mestre em Artes pela UFPA. Professor de Cinema em várias instituições de ensino (UFPA, IESAM, CAIANA FILMES, SESC, EMATRA, FIBRA e Casa das Artes) e coordenador-geral do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC). Crítico de cinema na revista Troppo (O Liberal) e apresentador do programa Atualidades Cinematográficas (Rádio Liberal AM).

+ Solidariedade

Marco Antônio Moreira

Preparei um texto na semana passada sobre necessária solidariedade com indicações de alguns filmes para provável procura e interesse dos leitores pela sétima arte em um momento grave de saúde pública que exige muita informação para evitar notícias falsas e cuidados com nossa saúde. Estar bem informado é a melhor maneira de se lidar, por enquanto, com uma situação tão perigosa que depende dos cientistas e pesquisadores para uma solução. Com profundo pesar pelas pessoas que estão sofrendo as consequências da pandemia, indico nova relação de filmes que podem ser assistidos no período de quarentena para muitos (e trabalho para outros) como meio de colaboração em evidenciar a força da arte cinematográfica para nos dar mais incentivo e ânimo diante de situação tão preocupante. Espero que seja útil para todos.

É necessário ampliar nossa esperança na vida e na solidariedade, na elaboração de uma nova humanidade a partir do que estamos vivendo neste período. O Cinema pode nos ajudar com exemplos de reflexões temáticas, personagens vitoriosos, momentos de coletividade solidária, união e força. Afinal, estamos juntos nesta trajetória mesmo que em caminhos diferentes e precisamos nos lembrar de conceitos básicos de convivência humana que, aparentemente, estão minimizados pela maioria, mas que precisam ser revistos e estendidos. Fique em casa e colabore da melhor maneira possível para tentar amenizar a gravidade deste momento.

Os filmes indicados incluem muitos clássicos do cinema e podem ser encontrados em DVD, Blu-ray ou plataformas de filmes na internet. Alguns estão em listas de melhores filmes de todos os tempos de diversas revistas e críticos especializados em cinema. Muitos títulos são conhecidos do leitor cinemaníaco e espero que estas indicações possam colaborar com alguma alegria e reflexão para estes nossos tão difíceis tempos modernos.  Agradeço as manifestações positivas que recebi via internet pelas indicações da semana passada, especialmente do meu amigo Dr. Arival que sugeriu outros filmes para a lista como "A Lista de Schindler" (1993), "Bagdá Café" (1987) e "Casablanca" (1942). 

Vale assistir e acreditar na força da vida, da arte, do Cinema. Fique em casa! Boa sessão!

- "Paisagem na Neblina" (1988) de Theo Angelopoulos

- "Barry Lyndon" (1974) de Stanley Kubrick

- "Umberto D" (1953) de Vittorio De Sica

- "Psicose" (1960) de Alfred Hitchcock

- "As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant" (1972) de R. W. Fassbinder

- "Providence" (1977) de Alain Resnais

- "Dr. Fantástico" (1964) de Stanley Kubrick

- "Chuvas de Verão" (1977) de Carlos Diegues

- "Aurora" (1927) de F. W. Murnau

- "Gritos e Sussurros" (1972) de Ingmar Bergman

- "O Enigma de Kaspar Hauser" (1974) de Werner Herzog

- "A Árvore dos Tamancos" (1978) de Ermano Olmmi

- "A Paixão de Joana D´arc" (1927) de Carl Dreyer

- "Glória feita de Sangue" (1957) de Stanley Kubrick

- "Fantasia" dos estúdios Disney

- "O Leopardo" (1962) de Luchino Visconti

- "A Árvore da Vida" (2011) de Terrence Malick

- "As Férias do Sr. Hulot" (1950) de Jacques Tati

- "A Grande Testemunha" (1966) de Robert Bresson

- "Bom dia" (1950) de Yasujiro Ozu

- "Os Brutos também Amam" (1953) de George Stevens

- "Trilogia das Cores" (A Liberdade é Azul/A Igualdade é Branca/A Fraternidade é Vermelha") de K. Kieslowski.

- "Week End" (1968) de Jean-Luc Godard

- "Ran" (1985) de Akira Kurosawa

- "Rei Lear" (1971) de Peter Brook

- "O Sétimo Selo" (1957) de Ingmar Bergman

- "Amarcord" (1974) de Federico Fellini

- "Blow up" (1966) de Michelangelo Antonioni

- "Terra em Transe" (1967) de Glauber Rocha

- "Limite" (1930) de Mário Peixoto

- "Quanto mais quente melhor" (1959) de Billy Wider

- "Matar ou Morrer" (1953) de Fred Zinnemann

- "O Grande Ditador" (1940) de Charlie Chaplin

- "Rastros de Ódio" (1957) de John Ford

- "Um Corpo de que Cai" (1957) de Alfred Hitchcock

- "Roma Cidade Aberta" (1945) de Roberto Rosselini

- "Ladrões de Bicicletas" (1948) de Vittorio De Sica

- "O Salário do Medo" (1953) de Henri-Georges Clouzot

- "Era uma vez em Tóquio" (1953) de Yasujiro Ozu

- "A Palavra" (1955) de Carl Dreye

Marco Antônio Moreira
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