Cinema Olympia 114 anos Marco Antonio Moreira 24.04.26 15h28 É uma intensa satisfação saber que o Cinema Olympia celebra seus 114 anos de fundação no dia 24 de abril deste ano. Como grande admirador das salas de cinema, especialmente daquele formato que conheci ainda na infância e na adolescência, em minha trajetória cinéfila, entendo que é necessário comemorar esta data, particularmente nós, cinemaníacos paraenses. Afinal, de tantos cinemas de rua, termo utilizado nas últimas décadas para definir cinemas localizados em diversas ruas de tantos bairros de várias cidades, poucos ainda estão em atividade e conseguem ser relevantes para várias gerações de cinéfilos. No caso do nosso querido Cinema Olympia, é importante evidenciar que esta sala é a mais antiga em atividade no Brasil, fundada em 1912, em um período intenso da economia paraense. Centro de memórias afetivas e culturais vinculadas ao cinema por meio de tantos filmes, o Olympia chega aos seus 114 anos em um momento significativo de sua história, com uma ampla reforma e restauração em curso para entregar ao público este cinema da melhor maneira possível, preservando e criando espaços expressivos para que, em breve, retorne à sua atividade de incentivo à cinefilia paraense por meio de uma programação vinculada a cultura cinematográfica, como vem ocorrendo desde 2006. Ao observar a história do Olympia, especialmente nesta data tão especial, lembro também que sua existência, prestes a ganhar novos capítulos e muitos filmes para exibição, de algum modo nos recorda nossa admiração e respeito por todas as salas de cinema de rua do mundo. Claro, nós, cinemaníacos paraenses, temos razões e sentimentos especiais por aquelas salas de cinema que conquistaram corações e mentes por meio de muitos filmes maravilhosos, como os Cinemas 1, 2 e 3 e os cines Palácio e Nazaré, por exemplo. Essas salas de cinema, verdadeiros templos da sétima arte, proporcionaram, além de filmes inesquecíveis, maior acessibilidade ao público, com preços de ingressos mais populares, maior diversidade em suas programações, com filmes de várias nacionalidades, e tornaram-se pontos de encontro e afeto para pessoas que amavam intensamente o cinema, como meu pai, Alexandrino Moreira, Pedro Veriano e Luzia Álvares, que, em diversas sessões (muitas delas no Olympia) iniciaram uma forte amizade, em um laço constantemente renovado por meio de muitos filmes. Nesse sentido, e em muitos outros, o Olympia representa essas salas de cinema tão queridas, tantos filmes assistidos e, claro, os espectadores que se encantaram com a sétima arte. Espero que o Cinema Olympia retorne em breve às suas atividades e mantenha seu vínculo com a cultura cinematográfica, conquistando cada vez mais novos admiradores do cinema como arte e cultura. Nesta data especial, compartilho com os leitores minha excelente impressão sobre as obras de reforma e restauro do Olympia. Acredito que esta nova fase do Olympia, a partir de um trabalho arquitetônico e de engenharia de qualidade, deve impressionar os espectadores em breve. Parabéns ao Cinema Olympia! Viva o cinema! Cine Alexandrino Moreira Excelente notícia! A Fundação Cultural do Pará anuncia a inauguração do Cine Alexandrino Moreira, na Casa das Artes, no dia 27 de abril, às 19h. A nova sala fará parte do circuito alternativo de exibição de filmes e surge como mais uma expressiva opção de cultura cinematográfica para cinéfilos e cinemaníacos paraenses. A criação de um novo espaço dedicado ao cinema merece celebração, sobretudo em um momento em que iniciativas voltadas à formação de público e à valorização do cinema como arte são tão necessárias. Na sessão de inauguração será exibido o curta-metragem premiado Boiuna, de Adriana de Faria, reforçando também o compromisso do espaço com a valorização da produção audiovisual paraense. Agradeço, de coração, em meu nome e em nome de minha família, a homenagem ao meu querido pai, Alexandrino Moreira, um apaixonado pelo cinema que teve uma bela trajetória cinéfila ao longo da vida e que fez do amor pelos filmes uma forma de encontro, amizade e partilha. Receber essa homenagem, vinculada a uma nova sala de cinema, torna este momento ainda mais especial. Muito obrigado! Cinema Europeu O 2º Festival de Cinema Europeu Imovision está em exibição no cine Líbero Luxardo até o dia 29 de abril, reafirmando a importância dos festivais como espaços fundamentais para a formação de público e para o fortalecimento da cinefilia. Mais do que uma mostra de filmes, o festival representa uma oportunidade rara de contato com cinematografias que, muitas vezes, circulam pouco no circuito comercial, ampliando o repertório do público e estimulando novas experiências estéticas e culturais. Dicas da semana 2º Festival de Cinema Europeu Imovision (Cine Líbero Luxardo) O Mundo Perdido de Harry O. Hoyt. Com Wallace Beery. Clássico do cinema silencioso baseado no romance de Arthur Conan Doyle. Acompanhamento musical ao vivo de Paulo José Campos de Melo (Cineclube SINDMEPA, terça-feira, dia 28. Horário: 19h. Entrada franca). 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