Quem era o homem suspeito de matar modelo no Rio de Janeiro?
Suspeito apresentava mais 20 anotações criminais e foi encontrado morto em cela
Endreo Lincon Ferreira da Cunha, investigado pela morte da modelo Ana Luiza Mateus, com quem mantinha um relacionamento, teria enganado pessoas próximas ao se passar pelo próprio irmão, incluindo a namorada e até advogados. A farsa, segundo a Polícia Civil, foi descoberta apenas no fim da tarde desta quarta-feira (22), poucas horas antes de ele ser encontrado morto dentro de uma cela na Delegacia de Homicídios.
De acordo com as informações da corporação, Endreo foi encontrado sem vida durante a noite, em um momento em que não havia vigilância direta dos agentes na carceragem. Ele estava preso desde a manhã do mesmo dia, após ser detido em flagrante pela morte de Ana Luiza.
Morte de modelo em apartamento na Barra da Tijuca
O caso que levou à prisão ocorreu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Ana Luiza e Endreo viviam um relacionamento considerado conturbado e estavam juntos em um apartamento alugado pela vítima, localizado no 13º andar de um prédio. A modelo caiu do imóvel e o corpo foi localizado por volta das 5h30 da manhã.
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Histórico de violência doméstica e sexual
As apurações também apontam que Endreo já havia sido preso em 2025, em Campo Grande (MS), após denúncia de uma mulher de 31 anos pelos crimes de estupro e violência doméstica. Na ocasião, ele foi acusado de agressões graves, que incluiriam socos e o uso de um cinto em um episódio de violência extrema, com a finalidade de obter uma confissão sobre uma suposta traição.
A investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que Endreo Lincon Ferreira da Cunha, preso por suspeita de envolvimento na morte da modelo Ana Luiza Mateus, vinha utilizando a identidade do próprio irmão. Segundo os investigadores, nem mesmo pessoas próximas ao suspeito tinham conhecimento da verdadeira identidade dele.
Suspeito morreu em cela
Endreo foi encontrado morto dentro da cela onde estava custodiado na Delegacia de Homicídios. O corpo foi localizado na carceragem da unidade policial, situada nos fundos da delegacia, que funciona como espaço de passagem para presos em flagrante antes da transferência ao sistema prisional.
De acordo com a estrutura do local, não há monitoramento constante por câmeras ou agentes dentro das celas. A vigilância é feita por meio de inspeções periódicas realizadas pelos policiais de plantão.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)
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