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Polícia recebe cinco denúncias contra influenciadora que zombou de vagas para autistas

'A vaga é tão colorida que achei que era para ‘viado’', declarou a influenciadora, rindo

O Liberal

A Polícia Civil de Goiás recebeu cinco denúncias contra influenciadora digital e maquiadora Larissa Rocha, na quarta-feira (15), de acordo com o delegado Manoel Vanderic. As denúncias foram feitas por familiares e associações de autistas, por causa dos vídeos que Larissa gravou zombando das vagas exclusivas para autistas em um shopping de Goiânia. “A vaga é tão colorida que achei que era para ‘viado’. Vaga para mim nunca tem”, disse a maquiadora, na gravação. As informações são do G1 Goiás.

As imagens gravadas por Larissa foram postadas em um grupo de amigos próximos, que teria apenas 18 pessoas, segundo a influenciadora, mas vazaram e ganharam força na internet. Entidades e especialistas repudiaram os vídeos e a Polícia Civil de Goiás começou a investigar se ela ofendeu os autistas, as causas LGBTQIA+ e obesos.

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O delegado Manoel Vanderic revelou que deve ouvir o depoimento da maquiadora e da mãe dela, Vânia Rosa, que estava ao lado da filha durante a gravação dos vídeos, na próxima semana.

Os autistas têm direito a vagas preferenciais em estacionamentos de todo o país, depois que a nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, definiu o autismo como uma deficiência. 

Na sequência de vídeos, Larissa Rocha também questiona quando seria liberada uma vaga para "gordo estressado". “Gente, olha isso aqui. Agora tem vaga exclusiva para autista. Cara, o mundo está muito difícil. Quero saber quando vai ter vaga para gordo estressado”, diz, rindo.

Após a repercussão, a mãe da influenciadora gravou um vídeo chorando e pedindo desculpas pelos comentários feitos por ela e pela filha. "Acredito também que devemos ter maturidade e humildade para enxergar e reconhecer nossos erros", declarou.

A Polícia Civil informou que as declarações da influencer podem ser enquadradas no crime de discriminação de pessoa em razão de sua deficiência. A pena é de 1 a 3 anos de prisão, mas como a situação aconteceu em uma rede social, pode haver um aumento de pena de 2 a 5 anos.

Brasil
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