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Mãe e padrasto são presos acusados de torturar e matar criança autista

Menino teve os órgãos estourados por conta das agressões e sofreu hemorragia interna

O Liberal

Policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) de Manaus (AM) prenderam, na manhã desta sexta-feira (1), Débora de Lima, de 28 anos, e Henrique Coelho de Souza, 23, sob suspeita de torturarem e levarem à morte um menino autista de 9 anos, filho e enteado, respectivamente, de ambos. O garoto deu entrada na emergência de um hospital da capital amazonense na última quarta-feira (30) desmaiado. Aos médicos, mãe e padrasto relataram que ele havia passado mal após o jantar, mas os exames apontaram que a criança havia sido vítima de agressão.

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As desconfianças em relação à versão dada pelos pais começaram assim que o garoto foi avaliado pela equipe médica do Hospital e Pronto-Socorro da Criança-Joãozinho, para onde ele foi levado. Após examiná-lo, os médicos constataram marcas de espancamento. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) foi imediatamente acionada e a polícia intimou a mãe e o padrasto a prestar esclarecimentos.

Como a criança já estava em óbito, logo foi solicitado o laudo pericial ao Instituto Médico Legal (IML), que apontou hemorragia interna e anemia aguda por trauma. O corpo apresentava lesões graves no abdômen, o fígado e o baço haviam literalmente 'explodido'.

Versões que não convenceram

Segundo a delegada Joyce Coelho, responsável pelo caso, a mãe contou em depoimento que o menino passou mal logo após o jantar, por volta das 18h30, e foi socorrido ainda em casa pelo padrasto, que teria tentado uma massagem cardíaca (versão não confirmada pelo marido). Como a criança não respondia, os dois então decidiram levá-lo para o pronto-socorro. Mas os médicos relataram que, quando chegou à unidade, o garoto estava com o corpo enrijecido, o que indicava que ele já estaria morto há algum tempo. 

“O laudo médico preliminar saiu de imediato e foi totalmente contraditório à palavra da mãe. A causa da morte foi hemorragia nos órgãos internos causada por pancada contundente no fígado e no baço, que causou rompimento (...) O pronto-socorro diz que não realizou qualquer manobra com a criança porque ela já chegou lá morta ao hospital. Ela foi pra sala de reanimação, mas lá inclusive, eles perceberam que ela já apresentava rigidez cadavérica”, explicou.

Os exames mostraram que as agressões sofridas pelo menino eram antigas e já ocorriam há pelo menos um ano (Reprodução / Redes sociais)

Vítima silenciosa da violência

Os exames também mostraram que as agressões eram antigas e já ocorriam há pelo menos um ano. "No corpo da criança tinha marcas de lesões antigas, que mesmo pra quem é leigo, sabe que essa criança era maltratada e negligenciada. Com o passar do tempo o menino foi definhando e acabou tendo dificuldade para se locomover, não por conta do autismo, mas pelas agressões", explicou a titular da Depca.

Imagens antigas obtidas pela polícia mostram um menino saudável, que com o tempo foi emagrecendo e tinha dificuldade para andar. "A criança sempre brincava com o irmão e tinha uma boa desenvoltura, e de repente começou a emagrecer e parar de andar. A mãe tirou o remédio controlado por conta própria, dizendo que o menino tinha reações violentas, mas isso foi negado por todos que conviviam com a criança", relatou a delegada.

Após ouvir os relatos dos pais, médicos e familiares e avaliar os exames feitos pela perícia, a Depca solicitou, ainda na quinta-feira (31), a expedição de um mandado de prisão em desfavor de Débora e Henrique. Os dois chegaram a simular uma separação após sentir que estavam na mira das investigações para tentar se esconder da polícia, mas não adiantou. Eles foram presos em bairros distintos, localizados na zona Leste de Manaus.

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