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Junho é o mês internacional do Orgulho LGBTQIAP+, mas você sabe por que? Entenda

No dia 28 de junho de 1969 se deu inicio a revolta após opressão da policia em Nova York no bar Stonewall Inn; Brasil só teve sua primeira Parada do Orgulho em 1997

Gabriel Mansur

O mês de junho é considerado internacionalmente o Mês do Orgulho LGBTQIA+, mas você sabe por que? Em 1969, frequentadores de um bar gay chamado Stonewall Inn, localizado em Nova York, decidiram protestar contra a onda de violência policial que estava acontecendo contra os frequentadores do bar e em outros espaços de convivência na cidade. Com informações do jornal Estadão.

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A polícia invadia bares e boates voltadas para o público gay e prendia quem estivesse ali, mesmo que não existisse nada de ilícito. Mas no dia 28 de junho daquele ano, quando a polícia tentou fazer a mesma coisa com um grupo de lésbicas que estavam no Stonewall Inn, os frequentadores do bar contra-atacaram, atirando pedras, tijolos e moedas nas viaturas, dando início a “Rebelião de Stonewall”, que originou o movimento LGBTQIA+ que conhecemos hoje.

Rebelião de Stonewall (Reprodução)

Neste mesmo dia, Marsha P. Johnson, uma ativista transexual e drag queen, acompanhada de Sylvia Rivera, outra mulher transexual e imigrante latina, liderou uma passeata rumo ao Central Park, com cartazes, gritos e reivindicações de direitos básicos. A marcha é considerada a primeira Parada do Orgulho. 

Qual a origem do Movimento LGBTQIA+ no Brasil?

O Brasil demorou um pouco mais de tempo para ter as suas primeiras reivindicações abertas. O período de 1964 a 1985 é considerado um dos mais sangrentos da história brasileira, marcado pelo regime militar que havia sido instaurado no país. Com o público em questão, não foi diferente.

O aparelho do regime militar tinha um aparato específico para perseguição dos LGBTQIA+, especialmente em São Paulo. Prisões arbitrárias, especialmente de lésbicas e travestis, ocorriam no estado sob o comando do delegado José Wilson Richetti, através das operações “Sapatão” e “Tarântula”. Segundo o delegado, a ideia era “limpar a cidade dos assaltantes, traficantes de drogas, prostitutas, travestis, homossexuais e desocupados”.

Membros da comunidade de organizavam de maneira clandestina, através de periódicos que eram vendidos às escondidas, como o Lampião da Esquina e o Chanacomchana. Foi graças a este último e a organização de mulheres lésbicas que o Brasil teve o seu próprio “Stonewall”. 

No dia 19 de agosto de 1983, membros do Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf), organizadoras e leitoras do periodico se organizaram em frente ao “Ferro’s Bar” para protestar contra a proibição da circulação da publicação no bar, imposta pelo dono. Hoje em dia, celebra-se o Dia do Orgulho Lésbico nesta data.

Entretanto, no Brasil, a primeira marcha só aconteceu em 1995, após o fim da 17ª conferência da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersex (ILGA), onde poucas dezenas de pessoas se reuniram em Copacabana, no Rio de Janeiro. Em 1997, tivemos a primeira Parada do Orgulho LGBT+, (na época conhecida como Orgulho Gay). 

Primeira Parada do Orgulho do Brasil, em 1997 (gusuku_ara/reddit)

Inspirados nas primeiras marchas realizadas por Marsha em 1969, a Parada do Orgulho aconteceu em São Paulo e reuniu pouco mais de 2 mil pessoas. Hoje em dia, o evento é o maior do segmento no mundo todo, além de ter se popularizado e ocorrer em diversas cidades do Brasil.

(Estagiário Gabriel Mansur, sob supervisão do editor executivo de OLiberal.com, Carlos Fellip)

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