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Jovem sofre estupro coletivo durante festa: 'Eu só queria que aquele terror acabasse'

Vítima foi abusada por cinco homens, um deles sub-tentente da Polícia Militar do Distrito Federal

O Liberal

Um relato revoltante que mostra o quão distante as mulheres ainda estão de se sentirem seguras e amparadas quando o assunto é violência sexual. Foi o que deu uma jovem de 25 anos em entrevista concedida ao jornal Correio Braziliense, esta semana. A vítima, que teve a identidade preservada, foi rendida e, sob a mira de uma arma, abusada por cinco homens no último sábado (9), durante uma festa. Um dos acusados pelo estupro coletivo é um um policial militar do Distrito Federal. De acordo com o depoimento da jovem, os abusos duraram pelo menos três horas. Três suspeitos, inclusive o PM, foram presos e a Polícia Civil busca mais pessoas que estariam envolvidas.

O crime aconteceu em uma residência em Águas Lindas de Goiás, onde estava sendo realizada uma festa que começou na noite de sexta-feira (8) e prosseguiria até o domingo (11). A vítima foi convidada por um amigo e ficou na casa até o amanhecer do dia seguinte, pois, segundo ela, queria aproveitar a piscina. Já na madrugada do sábado, por volta das 3h, ela procurou um local para dormir e outras duas mulheres indicaram um dos quartos da casa que estava vazio.

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Logo após ter se acomodado, um homem entrou no quarto, sacou uma arma e arrancou suas roupas. De acordo com o depoimento da vítima, ele seria o subtenente Irineu Marques Dias, da Polícia Militar do Distrito Federal. logo em seguida, outros dois homens também entraram no quarto e a violentaram enquanto a obrigavam a praticar sexo oral. Mais dois homens também chegaram a entrar no quarto e violentá-la antes que o PM retornasse e a estuprasse mais uma vez.

"Chegavam a ficar três por cima de mim. Um no meu rosto e os outros em outras partes do meu corpo. Eu não conseguia falar. Eu estava simplesmente sufocada e com uma arma próximo de mim", contou. "Tentei não demonstrar pavor e segurei meu choro, porque eles poderiam me matar. Eu só queria que aquele terror acabasse. A arma estava do meu lado e eu só tive que fingir o tempo inteiro, com os meus olhos cheios de lágrimas. Foi aterrorizante", desabafou.

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Na manhã seguinte, ela contou que deixou o quarto por volta das 7h e precisou vestir a camisa do oficial, pois não encontrou as suas roupas. Ainda na casa, ela se deparou com as duas mulheres com quem havia falado na madrugada e nenhuma delas ofereceu ajuda. Os agressores chegaram a oferecer carona, água e cerveja, mas ela negou e pediu que chamassem um carro de aplicativo para que pudesse ir embora. 

"Quando um deles virou as costas para pegar o celular, eu corri e saí batendo de porta em porta de vizinhos pedindo por ajuda", contou. A jovem foi resgatada por uma ambulância do Corpo de Bombeiros e levada ao hospital para atendimento médico. Em seguida, ela procurou a delegacia e registrou a denúncia. Três suspeitos reconhecidos pela vítima foram presos em flagrante, incluindo o PM. Os outros três, que não foram reconhecidos, foram ouvidos como testemunhas e liberados.

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A Polícia Militar do Distrito Federal emitiu nota informando que aguarda a conclusão do inquérito para continuar com as apurações no âmbito militar. Disse ainda que “não compactua com quaisquer desvios de condutas, menos ainda com ações que configurem crimes” e irá “apurar os fatos e tomar as medidas pertinentes”. "Só quero Justiça. Não consigo comer, durmo assustada e com medo de tudo", lamentou a vítima.

Brasil
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