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Jovem autista desaparece após sair do trabalho em SP e família cobra imagens do trajeto

Laura foi vista pela última vez na terça (2) após sair do trabalho. Mãe suspeita de celular hackeado e faz apelo

Estadão Conteúdo

Laura Heringer Venici, de 28 anos, está desaparecida desde a noite de terça-feira, dia 2, em São Paulo. Ela foi vista pela última vez após deixar o trabalho na Avenida Nações Unidas, zona sul da capital. Laura possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 de suporte e, segundo a família, enfrenta um quadro de depressão desde a morte do pai, ocorrida há três meses.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela mãe, Silvana Florencio, Laura saiu de Pirituba às 6h de terça para um escritório no Morumbi. Durante o dia, a jovem enviou mensagens atípicas, incluindo uma resposta desconexa sobre um suposto problema no carro da família, que foi apagada do histórico em seguida.

"Eu tenho quase certeza de que o celular dela foi hackeado", afirmou a mãe. Silvana justificou a suspeita pela maneira da resposta e pela ortografia errada, algo incomum para Laura, que era exigente com a escrita e leitura.

Investigação e Imagens de Câmeras

Imagens do circuito interno da empresa mostram que Laura fez hora extra e deixou o prédio às 19h23, carregando uma mochila com o notebook corporativo. Ela deveria seguir o trajeto habitual entre Morumbi e Pirituba, mas não retornou para casa, não retomou contato e está com o celular desligado ou fora de área.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Delegacia de Desaparecidos do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) atua no caso. "Diligências estão em andamento para localizar a mulher e esclarecer as circunstâncias do ocorrido", declarou a pasta.

Apelo da Família por Ajuda

Para a família de Laura, é "urgente" que a CPTM e a Prefeitura de São Paulo liberem imagens de câmeras do trajeto. "Eu já estou implorando isso há dois dias. Se liberassem isso o quanto antes, a gente saberia onde está a Laura", disse a mãe.

O Estadão questionou a Prefeitura da capital e a ViaMobilidade sobre os trâmites para a liberação das imagens à família, aguardando manifestação. A mãe de Laura fez um apelo público: "Se alguém estiver com ela, pelo amor de Deus, não precisa ter medo. Eu não vou fazer nada, só quero que entreguem a Laura. Se ela estiver com medo, quero que saiba que ela é muito amada, que não vai ter briga nem nada. Só quero que ela apareça."

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