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Imagens mostram tesoureiro do PT sendo levado à ambulância após ser baleado, no Paraná

Marcelo Arruda morreu no hospital e Jorge Guaranho, o autor do crime, está internado em estado grave e tem ordem de prisão preventiva emitida

Carolina Mota

Novas imagens sobre o caso do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, assassinado a tiros por um bolsonarista no sábado (09), durante a celebração do próprio aniversário, mostram o momento em que ele é levado para a ambulância após ser baleado. As informações são do G1. 

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Esposa de Marcelo, Pamela Suelen contou como o marido decidiu o tema do aniversário. "Ele escolheu o bolo, a comida e o tema: o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-presidente Lula" disse. Serrado, além de tesoureito do partido, havia sido candidato a vice-prefeito de Foz do Iguaçu.

“Ficamos lá organizando as coisas. Nossos filhos estavam lá e foi todo mundo se ajudando. De repente, o salão estava cheio” relembrou. Pelo menos 50 pessoas estavam na festa de 50 anos de Marcelo, entre adultos e crianças. 

Jorge Guaranho, autor do crime, interrompeu a festa com gritos e xingamentos. Arruda, por sua vez, arremessou um punhado de terra no veículo. Guaranho prometeu voltar - e cumpriu a promessa. Ao retornar, já chegou com arma em punho e disparou contra o tesoureiro, que morreu no hospital. Já baleado, Marcelo ainda atirou contra Guaranho, que está internado em estado grave e tem ordem de prisão preventiva emitida.

O caso

A festa de aniversário com o tema do PT estava sendo realizada na Aresf (Associação Esportiva Saúde Física Itaipu), um clube formado por agentes de segurança pública e privada. Os diretores da associação conseguiam acessar as imagens das câmeras em tempo real e um deles estava a 700 metros da associação, em um churrasco. Por volta das 21h, ele acessou as imagens pelo celular e viu a comemoração de Marcelo. Ao lado dele, estava o agente penitenciário Jorge Guaranho.

“Estava próximo ao churrasqueiro, junto com o Guaranho. Ele viu, e falou: ‘Na Aresf’? Falei que sim”, disse um dos diretores da associação. O diretor disse que Guaranho não esboçou reação e ficou mais três horas ali.

Um pouco antes do fim da festa de Marcelo, um carro branco chegou no estacionamento. Era Guaranho, que fez o primeiro ataque. “Alguém chegou gritando: ‘Bolsonaro aqui é mito, Lula ladrão’, não sei o quê... Achamos que era alguém que ainda estava chegando atrasado para a festa e falei: ‘Mais um amigo seu bolsonarista que chegou’”, diz um amigo de Marcelo Arruda, que optou por não se identificar.

O tesoureiro ouviu os gritos de Guaranho e foi até o lado de fora da festa. “O Marcelo falou algumas coisas para ele ‘Vai embora, cara, isso aqui é uma festa particular. Vai embora, sai daqui’”, conta a viúva.

Marcelo saiu, pegou um punhado de terra e arremessou no carro. Guaranho reagiu apontando a arma em direção à vítima, mas arrancou com o carro e foi embora com a esposa, que estava no banco de trás.

“Eu ouvi que o cara começou a gritar: ‘vou matar todos vocês petistas’”, diz Leonardo Miranda de Arruda, filho de Marcelo.

O tesoureiro, então, foi até o carro e pegou sua arma, temendo que Guaranho voltasse de fato. Guaranho mora perto do clube. Em depoimento à polícia, a mulher dele disse que ele dirigiu até em casa apenas para deixá-la junto com o filho pequeno, de 2 meses, que também estava no carro. Guaranho reafirmou à mulher que iria voltar para a festa.

“Eu falei para ele assim: ‘Por favor, vida, pelo nosso filho, não volta’, disse a esposa de Guaranho em depoimento. Guaranho voltou, sacou a arma e disparou contra Marcelo. Já ferido e no chão, Marcelo reagiu e atirou em Guaranho, que caiu no fundo do salão.

“Não era um ambiente só de petista, era um ambiente de aniversário. O tema meu irmão escolheu esse”, explica Luiz, irmão de Marcelo.

A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta sexta (15) que não houve motivação política no assassinato do tesoureiro do PT. Jorge Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e causar perigo comum, de acordo com a delegada Camila Cecconello.

(Carolina Mota, estagiária sob supervisão da coordenadora do núcleo de política, Keila Ferreira)

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