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CRIME

Estupro coletivo em Copacabana: veja tudo o que se sabe sobre o caso envolvendo adolescente

Crime aconteceu no dia 31 de janeiro da Zona Sul do Rio de Janeiro; quatro jovens são procurados e um adolescente também é investigado

Hannah Franco

2 de março de 2026 às 11:39

Imagens mostram os quatro suspeitos no prédio no dia em que o crime ocorreu.

Imagens mostram os quatro suspeitos no prédio no dia em que o crime ocorreu. ( Foto: Reprodução )

Um caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 17 anos chocou a Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, e resultou no indiciamento de cinco jovens, sendo quatro maiores de idade e um adolescente. Todos os investigados são procurados pela Polícia Civil.

Veja a seguir tudo o que se sabe sobre o caso até o momento, desde o relato da vítima até as medidas judiciais e o andamento da investigação.

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O que aconteceu

Segundo o inquérito da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), a adolescente foi convidada por um colega de escola para ir ao apartamento de um amigo dele. Inicialmente, ela foi orientada a levar uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.

Em depoimento, a adolescente, que estava acompanhada da avó, falou que o menor de idade a convidou para ir ao apartamento de um amigo dele. A adolescente revelou que teve um relacionamento com o menor entre 2023 e 2024 e que, desde então, não se encontravam.

Ao chegar no prédio, o menor informou à adolescente que dois amigos dele estariam no local e insinuou que fariam “algo diferente” — ação recusada pela adolescente. Em um quarto do imóvel, enquanto os menores mantinham relação sexual, os jovens entraram no cômodo e passaram a fazer comentários. De acordo com a adolescente, um deles a tocou sem consentimento.

Em seguida, os maiores de idade tiraram as roupas e passaram a beijar e apalpar a adolescente. Conforme relato, ela foi obrigada a fazer sexo oral e sofreu penetração de todos. Além disso, a adolescente levou tapas, socos e um chute no abdômen.

Durante o crime, a adolescente tentou sair do quarto, mas foi impedida. Quando deixou o apartamento, ela mandou uma mensagem de áudio ao irmão informando que acreditava ter sido vítima de estupro. Ao contar à avó o que aconteceu, elas procuraram a delegacia para registrar o caso.

Quem são os suspeitos

Quatro homens maiores de idade foram indiciados por estupro com concurso de pessoas:

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
  • João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos
  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos

O adolescente que convidou a vítima também é investigado, mas seu caso foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, e sua identidade não foi divulgada.

O Serrano FC anunciou o afastamento imediato de João Gabriel Xavier Berthô e a suspensão de seu contrato após expedição de mandado de prisão. Já o Colégio Pedro II abriu processo administrativo para desligar dois estudantes envolvidos.

Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo.
Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo. (Divulgação/Disque Denúncia)

Provas e investigação

Câmeras de segurança registraram a chegada dos suspeitos, a entrada da vítima acompanhada do menor e a saída dos investigados em horários próximos ao crime. Imagens também mostraram o retorno do adolescente ao apartamento, que acompanhou a saída da jovem e fez gestos de comemoração, segundo investigadores.

Conversas no WhatsApp incluídas no inquérito confirmam que o encontro foi planejado, incluindo horários e detalhes do local.

O exame de corpo de delito constatou lesões compatíveis com violência física, infiltrado hemorrágico, escoriação na região genital e sangue no canal vaginal. A perícia descreveu três grupos de equimoses (manchas roxas, azuis ou avermelhadas) nas regiões dorsal e glúteas. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA, reforçando a gravidade do crime.

Situação atual da Justiça

A Justiça expediu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra os maiores de idade, todos considerados foragidos pela polícia.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou a ocorrência de estupro, argumentando que mensagens trocadas entre os jovens mostram que a presença dos demais rapazes no apartamento foi previamente combinada.

A nota também afirma que o atleta e estudante não teve oportunidade de se defender formalmente perante a polícia. Leia o pronunciamento da íntegra:

"A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu.

A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação."