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Conheça o 'C*zinho', anta que viralizou com nome e detalhe curioso; entenda

Além de "Cuzinho", o seu filho chamado "Cuscuz" também possui a mesma característica genética

Victoria Rodrigues
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O nome peculiar de uma anta viralizou nas mídias sociais após alguns pesquisadores batizá-la de "Cuzinho", devido ao seu orifício anal ser esbranquiçado, bem diferente das outras antas que vivem pelo Pantanal. A espécie foi identificada pela primeira vez em 2014 e capturada em 2018, depois que os estudiosos ficaram curiosos e decidiram se inclinar para desvendar mais informações e detalhes sobre a vida de "Cuzinho".

A espécie com a característica única foi descoberta pela Incab-Ipê, uma organização que monitora antas no Pantanal. “Nosso trabalho de longa duração nos permite acompanhar gerações de antas. No Pantanal, por exemplo, estamos monitorando a quarta geração. Com isso podemos ver as similaridades entre os indivíduos que possuem vínculo genético. Esse é o caso da família do macho Cuzinho”, escreveu a organização.

Nas mídias sociais, algumas pessoas se divertiram com o nome inusitado do animal. "Eu ia pesquisar 'anta Cuzinho', mas daí me deu medo e daí eu só deixei pra lá. Às vezes não precisa saber o porquê do nome do coitado", disse uma mulher. "Praticamente um clareamento anal ao natural, querida", brincou outra. "Realmente o caminho do céu está cada dia mais difícil pra mim", escreveu entre risos uma terceira pessoa. 

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Pai "Cuzinho", filho "Cuscuz"

A característica do orifício anal branco de "Cuzinho" se multiplicou e passou para o seu próprio filho, de forma genética, que também foi apelidado com um nome parecido ao da anta macho: "Cuzcuz". Agora, o grupo de pesquisadores continua acompanhando a quarta geração dos animais na região para observar mais detalhes dos traços físicos desses animais, que podem se repetir entre diversas gerações de antas.

No coração do Pantanal, a presença de "Cuzinho" e "Cuzcuz" é de muita importância para explicar a riqueza da fauna brasileira e das pesquisas relacionadas a essa espécie. Além disso, a continuidade dos estudos também é essencial para traçar o fluxo genético, avaliar a diversidade populacional e planejar estratégias efetivas para a conservação da anta brasileira, espécie classificada como vulnerável na natureza.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

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