Assaltante despreza celular e rouba passarinho
Ave licenciada pelo Ibama é premiada em concursos de canto

O advogado trabalhista carioca Fernando de Sousa, de 64 anos, nunca havia sido assaltado. Até que um motociclista parou ao seu lado, pôs a mão na cintura e disse: “perdeu”. Mas o bandido não levou celular, relógio, cerca de R$ 300 que estavam numa carteira e nem a aliança que Fernando usava. Ele arrancou com força a gaiola que estava na mão do advogado.
O assaltante colocou a gaiola sobre o tanque da motocicleta fugiu do local. O crime aconteceu no domingo, 13, por volta das 15h20, no Rio de Janeiro. O passarinho roubado, além do valor sentimental, é premiado em torneios de cantos.
O pássaro nasceu em um criadouro licenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e batizado de Sapinhoá. A ave tem menos de 4 anos e usa anilha de identificação, espécie de carteira de identidade dos pássaros. Tudo devidamente registrado no Ibama.
“Lembro que parei quando vi a moto se aproximando. Fiz sinal dizendo que ele podia passar. O motoqueiro parou ao meu lado. Só abriu a viseira do capacete, colocou a mão na cintura e gritou perdeu! Arrancou a gaiola da minha mão com tanta força que até machucou meu dedo. Não levou celular, dinheiro, relógio, nada. Só a gaiola com o passarinho mesmo. Fiquei atônito. Nunca tinha sido assaltado antes e jamais imaginei que fosse ser vítima de um roubo assim. Estou há dois dias sem conseguir dormir direito, acordo sempre sobressaltado. Aquela cena de domingo não sai da minha cabeça”, disse o advogado, que preferiu não revelar o valor em dinheiro de Sapinhoá.
“Fiquei muito sentido com isso. Prefiro dizer apenas que o Sapinhoá tem um valor estimativo muito grande pra mim. Estava sendo preparado para ser um campeão e vinha muito bem, tanto que já havia conseguido um segundo lugar logo num dos primeiros torneios que disputou”, relatou Fernando Sousa.
O roubo foi registrado na 18ªDP (Praça da Bandeira).
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