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VÍDEO: Rodoviários da Monte Cristo paralisam atividades e deixam usuários sem ônibus

Desde o ano passado, os rodoviários vêm fazendo paralisações por problemas trabalhistas e os usuários ficam sem saber como se deslocar

O Liberal

Mais uma vez, trabalhadores rodoviários da Viação Monte Cristo paralisaram a operação. Com isso, vários usuários ficaram sem saber como se deslocar, na manhã desta segunda-feira (18). O motivo da paralisação é o mesmo desde 2019: o atraso no pagamento de salários; salários incompletos; férias atrasadas; tíquete-alimentação atrasado; e condições de trabalho inadequadas. A Monte Cristo tem, atualmente, cerca de 600 trabalhadores rodoviários e uma frota composta por 100 ônibus. Esta é a terceira greve da categoria este ano.

Rodoviários - Greve

Confira as linhas afetadas com a paralisação

- CDP - Providência,
- Pedreira - Lomas (linhas A e B);
- Pedreira - Nazaré;
- Sacramenta - Humaitá;
- Sacramenta - Presidente Vargas;
- Sacramenta - São Brás;
- Marex-Arsenal.

De acordo com o diretor do Sindicato dos rodoviários de Belém, Luciano barros, mais de 7 mil usuários utilizam as linhas de ônibus da empresa e que esta paralisação da categoria não visa prejudicar a população, mas que a pedido dos trabalhadores estão intermediando junto a empresa a cobrança pelos pagamentos atrasados.

"A categoria cruzou o braço devido a falta do pagamento das férias que está vencida e o ticket de alimentação que a empresa não está dando nenhuma explicação, depositou só 100 reais e não explicou nada. Fora as outras coisas que estão acontecendo, a empresa faz descontos indevidos de motoristas e cobradores, coloca falta. Eles cruzaram os braços na manhã de hoje, desde as 4h30 da manhã. Estamos esperando o presidente do sindicato e sentar com a empresa, eles não querem sair, só depois de pagar todo mundo. A gente espera que isso acabe o quanto antes, porque quem fica prejudicada é a população que é usuária e estão sem as linhas que são essenciais", disse Luciano.

Na outra esquina da Visconde de Inhaúma, com a travessa Lomas Valentina, próximo a garagem da Monte Cristo Neide Barros estava esperando o ônibus para voltar para casa de uma consulta e conta que só não se atrasou na chegada ao consultório, pois chamou um táxi para ir a consulta já que notou a falta dos ônibus nas ruas. "Eu acho isso uma falta de respeito com o usuário que depende do ônibus. Todo mundo está com perda salarial. Se tudo parar, todos seremos prejudicados. Podia paralisar metade da frota somente... Eu tenho consulta, peguei um táxi para não perder a consulta. Agora eu vou voltar e andar até a Almirante Barroso para pegar outro táxi para voltar para casa", disse.

Sueny Lima também desistiu de esperar o ônibus para o trabalho e enquanto conversava com a equipe da Redação Integrada de O Liberal chamou um aplicativo de carros. Ela conta que entende o lado dos trabalhadores que, somente por meio da greve, poderão alcancar resultados, mas não deixa de se sentir lesada por si.

"Eu acho que é uma falta de respeito, mas não no sentido de ele nestarem errados, não. Porque é a forma que eles tem de conseguir chamar atenção. Serem ouvidos. O mundo enfrentou a questão da pandemia, sei que eles estão tentando manter suas famílias, pagar aluguel, conta de luz. Não é que eles não tenham respeito a população. Trabalhar de graça ninguém quer, mas nós acabamos sendo prejudicados. Por isso que eu vou para São Braz de apliactivo para não em atrasar", destacou.

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Belém
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