Segunda fase da restauração da Basílica Santuário de Nazaré segue em ritmo avançado
Outro avanço importante é a modernização da instalação elétrica da fachada, além da execução de uma nova subestação elétrica
A segunda fase do restauro da Basílica de Nazaré segue avançando, com intervenções estruturais, artísticas e de segurança, que integram conservação do patrimônio histórico, modernização da infraestrutura e recuperação de elementos artísticos e arquitetônicos. O projeto vem sendo executado em etapas, respeitando a complexidade e a importância do monumento. A restauração do Santuário e requalificação da Cripta tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Atualmente, as equipes concentram esforços na restauração das torres, iniciando pela torre do lado direito, com previsão de continuidade na torre esquerda nas próximas etapas. Os trabalhos envolvem tanto a recuperação estrutural quanto o tratamento das superfícies externas, garantindo maior durabilidade e preservação estética do monumento.
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Outro destaque desta fase é o restauro de elementos internos e artísticos, como o átrio em madeira com douramento, localizado abaixo do órgão, que passa por um processo minucioso de recuperação para resgatar suas características originais.
Também estão sendo executadas intervenções importantes na área de acesso ao templo, incluindo a recuperação do forro da entrada principal e do guarda-corpo da laje frontal, espaços de grande circulação de fiéis e visitantes. No que diz respeito à cobertura, a obra avança com a limpeza e lavagem das telhas, ação fundamental para a conservação do telhado e prevenção de danos futuros.
Valor sentimental
Para os fiéis, a obra é uma forma de valorizar a fé católica. A advogada Maíra Borges Nunes visitou o espaço com a irmã e destaca a importância histórica para a cidade. “É um ponto turístico, então sempre agrega mais e quando investimos no turismo, ele retorna para a nossa economia. Já na fé católica, é para a gente se sentir mais valorizado e acolhido, pela importância da fé, de quem frequenta aqui e pelo nosso bem-estar”, diz.
Maíra está na expectativa para a entrega da Basílica. “Ela já era bonita, mas agora vai ficar muito mais bonita para a gente. E é bom que o paraense se olhe e se veja na Basílica, veja toda uma história. Quando estamos aqui na Praça Santuário, passa toda a nossa infância. É bom olhar com um olhar histórico, econômico, mas também o olhar católico, da fé”, finaliza.
Infraestrutura e segurança
Além da preservação estética e histórica, a segunda fase do restauro contempla melhorias significativas na infraestrutura. Entre elas, está a implementação do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), que aumenta a segurança do edifício frente a incidências de raios. Outro avanço importante é a modernização da instalação elétrica da fachada, além da execução de uma nova subestação elétrica, que proporcionará maior estabilidade e segurança energética para o funcionamento do Santuário.
Segundo o engenheiro responsável pela obra, Marcos Oliveira, as intervenções desta fase priorizam a proteção dos materiais e a durabilidade da edificação: “Estamos realizando adequações importantes para proteger elementos sensíveis, especialmente contra a ação
do tempo, garantindo a preservação do patrimônio”.
Mesmo com as obras em andamento, a Basílica segue aberta à visitação, com planejamento que assegura o funcionamento das atividades religiosas e o acesso dos fiéis.
A previsão é que o restauro da Igreja e requalificação da Cripta sejam finalizados no primeiro semestre de 2026, consolidando a preservação de um dos mais importantes símbolos de fé do Brasil.
Histórico
A primeira fase envolveu o restauro completo da área interna da Igreja, devolvida à população em setembro de 2025. Essa fase contemplou a recuperação de diversos elementos artísticos e arquitetônicos, incluindo: vitrais; mosaicos; esculturas; forros; nave central e naves laterais; elementos decorativos originais.
Com a conclusão dessa etapa, a Basílica passou a ter seu espaço interno restaurado, permitindo novamente a plena ocupação pelos fiéis, sem interferências de obras.
Além disso, o restauro interno devolveu ao Santuário suas características originais, valorizando sua importância como patrimônio histórico, cultural e religioso da Amazônia.
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