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PUA amplia atendimento e fortalece acesso ao ensino superior em Belém

Atualmente, o PUA atende cerca de 320 alunos distribuídos em seis turmas

Bruna Lima
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Criado há mais de duas décadas dentro da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Projeto Universidade Aberta (PUA) tem transformado a realidade de estudantes em situação de vulnerabilidade social em Belém. Oferecendo preparação gratuita para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares, o cursinho popular ampliou recentemente sua atuação com o anúncio da expansão da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), feito pelo governo federal. Atualmente, o PUA atende cerca de 320 alunos distribuídos em seis turmas, número que mais que dobrou nos últimos anos. Antes, eram cerca de 120 estudantes. A expansão foi possível, em parte, graças ao apoio financeiro do programa federal, que oferece suporte a cursinhos voltados a estudantes de baixa renda.

Coordenador do projeto, o professor Matheus Aleixo, explica que o cursinho é voltado exclusivamente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. “A gente realiza um processo seletivo no início do ano, com uma prova básica de português e matemática. Os candidatos também precisam comprovar a situação de vulnerabilidade”, detalha.

As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde, dentro do campus da UFPA. Além da turma extensiva, que abrange todas as disciplinas, o projeto conta com modalidades específicas, como a turma intensiva, aberta no meio do ano para revisão, e a “Turma 50+”, voltada a pessoas com mais de 50 anos que desejam retomar os estudos.

O impacto do investimento da CPOP já é percebido no cotidiano do cursinho. Segundo o coordenador, um dos principais avanços foi a redução da evasão. “Agora conseguimos oferecer uma bolsa para alguns alunos, o que ajuda muito na permanência deles. Também conseguimos apoiar financeiramente professores e melhorar a estrutura do projeto”, afirma.

Para estudantes como Wesley Queiroz, de 18 anos, o apoio faz diferença direta na possibilidade de continuar estudando. Natural de Ourém, ele se mudou para Belém em busca de uma vaga na universidade. “Eu descobri o cursinho, me inscrevi e consegui entrar. Quando falaram da ajuda financeira, fiquei muito feliz, porque eu realmente preciso”, conta.

Wesley concluiu o ensino médio no ano passado e sonha em cursar psicologia. Esta é a primeira vez que frequenta um cursinho preparatório. “Estou me dedicando bastante. Vim do interior com esse objetivo, então essa oportunidade significa muito para mim”, diz.

A experiência do PUA reflete o potencial de iniciativas populares de educação no acesso ao ensino superior. Com a ampliação anunciada pelo governo federal, a expectativa é que mais projetos como esse sejam fortalecidos em todo o país. A previsão é que o número de cursinhos atendidos pela CPOP passe de 384 para 1,2 mil até 2026, com aumento do investimento de R$ 74,4 milhões para R$ 290 milhões.

A expectativa, no entanto, é de que a expansão amplie o alcance de cursinhos populares e beneficie milhares de estudantes que veem na educação a principal porta de entrada para a universidade.

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Belém
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