Praça da República recebe ato em defesa da luta antimanicomial neste domingo

. O ato também chamou atenção para denúncias de práticas consideradas excludentes e violentas no tratamento em saúde mental.

Gabriel Pires e Gabi Gutierrez
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Integrantes do Movimento da Luta Antimanicomial do Pará, usuários da rede de saúde mental, estudantes e movimentos sociais realizaram, neste domingo (17), um ato público na praça da República, em Belém, em defesa da reforma psiquiátrica e do cuidado em liberdade. O ato também chamou atenção para denúncias de práticas consideradas excludentes e violentas no tratamento em saúde mental.

No ato,a militante Rosângela Cecim, da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial, afirma que o movimento em todo o Brasil celebra, no dia 18 de maio, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Segundo ela, essa data representa um momento de relembrar e denunciar a permanência de práticas manicomiais, mas também de comemorar a liberdade e reafirmar que o cuidado em saúde mental deve ser sempre pautado pela liberdade.

“É um movimento nacional, um movimento social que luta e reivindica o cuidado e a liberdade das pessoas em sofrimento mental. Há a necessidade de dialogar com a comunidade. É importante que a sociedade participe desse processo de construção de uma luta antimanicomial, de um processo de cuidado e liberdade. A gente precisa dialogar com a população, então é um momento em que a gente se integra, vem, faz alegria e se integra com a população, comenta.

Já a psicóloga Aline Beserra, executiva do Movimento da Luta Antimanicomial, destacou a importância da presença do público na praça, para além da celebração dos 25 anos da Lei da Reforma Psiquiátrica e da legislação de 2016. Segundo ela, o objetivo é aproximar ainda mais a população do debate, ampliando o entendimento sobre a temática e reforçando a necessidade de conscientização não apenas sobre as datas, mas também sobre a importância do cuidado com a saúde mental.

A psicóloga ainda defendeu a presença de pessoas em sofrimento mental nos espaços públicos, especialmente nas praças, e a participação nos atos e cortejos do movimento, como forma de integração e visibilidade. Ela criticou ainda a permanência de uma lógica manicomial, que, segundo ela, ainda é reproduzida em práticas e políticas tanto no âmbito estadual quanto municipal. “Então, nosso objetivo é trazer os acadêmicos, os CAPS, os trabalhadores e as pessoas em sofrimento mental que fazem tratamento nos CAPS, que estão em cuidado e liberdade”, diz, 

“Nosso objetivo é trazer essas para a rua para mostrar que esse cuidado e liberdade é, de fato, o cuidado que tem valido a pena. É o cuidado pelo qual a gente luta, porque trancar não é cuidar. O CAPS é a resposta para o sofrimento em saúde mental, e o nosso cortejo é exatamente isso: aproximar as pessoas, não só aqui na praça, mas todos que estão passando, para ver qual é a nossa luta”, acrescenta Aline.

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