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Portos de Belém oferecem perigo aos usuários

Situação é crítica nos portos da Palha e do Açaí. Prefeitura de Belém está realizando obras nos dois locais.

Dilson Pimentel

Os portos da Palha e do Açaí, em Belém, apresentam uma movimentação frenética de trabalhadores que, a todo instante, descarregam açaí e outras mercadorias oriundas das comunidades ribeirinhas no entorno da capital. É por esses portos que os moradores também viajam para essas mesmas comunidades e neles desembarcam, na cidade, para tratar de assuntos pessoais e profissionais. Esse fluxo deverá aumentar com a proximidade do Círio de Nazaré. A Prefeitura de Belém está realizando obras nos dois locais, mas a situação é muita precária. As pontes de madeira oferecem riscos de acidentes. Acidentes esses que já foram registrados nesses portos, segundo quem trabalha no local.

No porto da Palha, atracam, a todo momento, embarcações vindas das ilhas de Combu e Cotijuba e, ainda, de Barcarena. A ponte de madeira apodreceu e, agora, será substituída pela prefeitura. Enquanto isso, os trabalhadores descarregam as mercadorias na área ao lado, em um local precário. Há uma escada que dá acesso às canoas. E, carregando as basquetas (espécie de cesto) de açaí, os trabalhadores usam essa escada. Essa mesma escada também é utilizada por adultos, crianças e pessoas idosas. Ontem pela manhã, a reportagem flagrou uma grávida usando a escada para chegar à canoa que a levaria para uma comunidade ribeirinha no entorno de Belém. Todo cuidado é pouco para não ocorrer um acidente.

image Enquanto as reformas não terminam, os usuários são submetidos a muitos perigos (Igor Mota/ O Liberal)

O comerciante João Lima Barbosa, que trabalha no local há 15 anos, disse que a prefeitura começou a fazer serviço, no local, na última segunda-feira. "A prefeitura vai fazer uma nova ponte", disse ele, que acompanha a obra de perto. Por causa desse serviço, ele explicou que o desembarque de açaí, farinha e frutas está ocorrendo ao lado dessa ponte, mas na mesma área. Área essa cujo acesso às canoas é por aquela escada. Essa situação da ponte precária já ocorre há dois anos. "De quatro meses para cá ela começou a deteriorar. E, de um mês pra cá, ela arriou", completou.

Segundo João Lima, a ponte que agora será substituída é usada pelos ribeirinhos oriundos do Combu, além de cidades como Bujaru, Acará, São Domingos do Capim. "É fundamental para a economia. Por essa ponte passam estudantes, pessoas idosas, ribeirinhos que saltam aqui para fazer suas compras em Belém e, depois, voltam para suas comunidade", explicou. Ele afirmou que, na quinta e na sexta-feira, mais de duas mil basquetas de açaí (cada uma pesando 32 quilos) passam pelo porto, transportadas pelos trabalhadores, para abastecer Belém. A movimentação começa às duas horas da manhã. "Essa ponte é que não ajuda. Não ajeitam nunca", comentou um trabalhador.

Outros trabalhadores disseram que, no primeiro semestre ano, um homem caiu na ponte e, por essa razão, morreu. Também disseram que já houve outros acidentes. É igualmente precária a ponte de madeira no porto do Açaí. A rotina, aqui, é semelhante à registrada no porto da Palha. Segundo os trabalhadores, a ponte, por estar com sua estrutura comprometida, e pela circulação permanente de pessoas e o transporte de mercadorias, pode desabar a qualquer momento. "Tá feio, é arriscado", disse, pouco depois das 11 horas, um trabalhador logo após descarregar um cesto de açaí. As pessoas também descem por uma escada para chegar às embarcações. O risco de acidentes também é constante e circular pelo local exige cuidado, atenção e equilíbrio. No local, há uma placa da prefeitura informando o seguinte: "Requalificação do porto do Açaí - Jurunas. Valor: R$ 4.445.403,23. Início: dezembro de 2015". E, logo embaixo, está escrito dezembro 2019.

image Os trabalhadores relatam os riscos a que são submetidos diariamente no local (Igor Mota? O Liberal)

Em nota, a Secretaria de Urbanismo (Seurb) disse que a obra no Porto do Açaí "está em andamento e será entregue até o final do ano". Segundo a Seurb, a obra prevê a expansão da feira em 700 metros quadrados de área, com a construção da plataforma sobre o rio, onde será realizada a comercialização dos produtos, além de novos trapiche, rampa de acesso e flutuante, novo prédio administrativo, boxes padronizados, praça de alimentação, área para carga e descarga, além de banheiros.  

A Seurb garantiu, ainda, que já foi concluída uma parte da construção dos boxes, o novo prédio administrativo já está no segundo pavimento, está em andamento a construção do trapiche de concreto e a laje da plataforma de comercialização e cravação de estaca para a cobertura da área a ser expandida.

"Com relação as pontes da feira do Porto da Palha, equipes da Secretaria de Saneamento (Sesan) estão desmontando toda a estrutura danificada da ponte para, em seguida,  iniciar o processo de reconstrução de novas pontes de madeira no espaço", finaliza a nota.

 

 

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