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Pandemia aumentou adoção de pets em 54%; em Belém, prefeitura arranjou lar para 168 animais

46% das pessoas dizem que ter um bichinho em casa melhorou o bem-estar. E isso diminuiu a quantidade de animais em situação de rua

Laís Santana

O isolamento social imposto pela pandemia fez com que o número de adoções de animais de estimação aumentasse. É o que aponta uma pesquisa feita nacionalmente pelas empresas DogHero (plataforma online que conectar tutores a anfitriões e dog walkers) e Petlove (sites de produtos e serviços para pets), revelando que 54% dos entrevistados adotaram um pet durante o período pandêmico. 

De acordo com o levantamento, 19% nunca tiveram cães ou gatos antes da pandemia, 31% já tiveram pets ao longo da vida e resolveram adotar durante a pandemia e, 50% já eram tutores de pets e resolveram aumentar a família, adotando um novo animal de estimação neste período de isolamento social.

É o caso da jornalista Andrea Santos, 41 anos, tutora dos felinos Antônio e o Francisco. O Antônio é o mais velho da família, adotado há dois anos atrás, já o Francisco foi adotado recentemente, há dois meses, mas a sua experiência com adoção de gatos começou um pouco antes. 

“Em casa nós já tivemos três gatos, o primeiro a minha filha achou na frente da escola, trouxe para casa e deu o nome para ele de Stark. Com o tempo eu comecei a gostar, mas até então eu não tinha tido experiência com animal em casa por conta do cuidado, não é só deixar o animal com ração, o local para ele fazer as necessidades e pronto, vai muito além disso. Você tem obrigação com vacina, se está doente, levar ao médico se perceber que o animal está diferente”, pontua. 

“O Stark passou a ser a minha maior companhia dentro de casa, mas ele adoeceu e acabou morrendo. Depois disso eu não me senti bem, passada algumas semanas eu disse ‘não vou aguentar ficar sem outro animal’ porque já era uma companhia. Então eu resolvi adotar o Antônio e o meu amor foi crescendo a cada dia. Agora chegou o Francisco, meu caçula”, conta a jornalista. 

Entre os 2.665 respondentes de todo o país, 46% afirmaram que ter um animal de estimação neste período proporcionou melhora ao seu bem-estar físico e mental. Para Andrea, os animais também geraram melhorias no seu comportamento. 

“Eles me ajudam a fazer com que eu possa me sentir uma pessoa mais carinhosa, mais dócil. Os dois na minha casa e na minha vida só tem a somar, só tem a fazer bem comigo como pessoa, como mãe de três filhos e mãe de dois pets”, afirma.

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Adoção de um pet muda vidas

A veterinária Elisa Satomi explica que a adoção é um ato capaz de mudar vidas, tanto do pet quanto do tutor. “Muitos desses animais já sofreram muito nas ruas (fome, frio, descaso, agressões) e quando recebem o mínimo (água, comida, um local aquecido e seguro pra dormir, um pouco de atenção e carinho) retribuem com a única coisa que eles tem a oferecer, o amor incondicional. Isso faz com que o tutor seja mais humano, passe a olhar os animais com mais compaixão, passa a notar a existência deles, dentro e fora de casa, eles passam a  alimentar outros animais de rua, tentam cuidar e proteger mesmo que não posso levá-lo pra casa, tendo empatia pelos que ainda não conseguiram um lar.” 

O ato de adotar um animal também gera impactos para a população de animais de rua ou em abrigos. “O impacto principal é a redução exponencial do contingente populacional. Junto com adoção vem a responsabilidade, a maioria dos adotantes que optam por animais de abrigos, se forem em uma instituição séria, adotarão animais castrados e os que não estiverem vão ser orientados sobre os benefícios da mesma, e serão cobrados para que o procedimento seja feito. Já quem opta por adotar um animal diretamente das ruas, não vai querer que seu animal procrie pq sabe dos custos e do aumento de responsabilidade de acordo com o número de animais que tiver, então vai procurar a castração”, afirma. 

Em Belém, 168 animais já foram adotados a partir de ações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) durante a pandemia. Já nos abrigos e ONGs voltadas à proteção animal o número de adoções não superou a quantidade de abandonos registrados no mesmo período. 

“Infelizmente o número de abandonos na porta do abrigo ou diretamente nas ruas, por inúmeras razões, só aumentou. Dentre os motivos relacionados à pandemia estão o impacto econômico na renda familiar e óbito pela doença, contudo, os antigos ‘motivos’ ainda se fazem presentes: espaço, não adaptação ao lar, rotina ou membro familiar, não querer ter a responsabilidade dos cuidados”, acrescenta a veterinária. 

Belém
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