Museu Emílio Goeldi adota estratégias para amenizar calor de animais

Algumas espécies recebem jatos de água e até picolé

João Paulo Jussara

Por conta das altas temperaturas que caracterizam o verão paraense, o Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi precisou adotar cuidados especiais para refrescar os animais silvestres. Enquanto algumas espécies ganham picolés de suco natural, outras recebem jatos de água gelada para amenizar o calor.

Os animais que mais sofrem com a mudança da temperatura são as onças, de acordo com o veterinário responsável pela fauna do Parque Zoobotânico, Messias Costa. Por isso, as duas onças que vivem no local recebem diariamente, no verão, jatos de mangueira de água gelada, nos horários de pico do calor, por volta de meio dia até três da tarde. Guma, um macho idoso de 17 anos, rola no chão enquanto recebe os jatos, parecendo se divertir bastante enquanto é refrescado. Já a fêmea Aluakã, de oito anos de idade, é mais reservada. Ela prefere ficar dentro da caverna, e sai timidamente para tomar banho, de vez em quando.

"A gente se preocupa muito em manter a vegetação do local bem cuidada, para elas terem um conforto térmico maior", explica o veterinário. Ele lembra que todos os animais possuem uma dieta balanceada, com proteínas, carboidratos, vitaminas e sais minerais. Porém, em época de calor intenso, é necessário complementar essa dieta com frutas ricas em suco, como melancia, abacaxi, melão, além de muita água gelada. No caso dos primatas, que também sentem muito a elevação de temperaturas, a dieta foi incrementada, também, com picolés naturais, sem conservantes. "É importante termos essas opções para refrescá-los".

Pupunha e Castanha são duas ariranhas fêmeas que vivem sob os cuidados do Parque Zoobotânico. Por serem animais de alto metabolismo, são mais propensos a hipertermia, e portanto, sentem muito calor com mais facilidade. No verão, os animais costumam passar mais tempo se refrescando nos lagos do viveiro, por isso é importante mantê-los sempre limpos. "Outro aspecto interessante é que esses animais que são muito dependentes da refrigeração e da água, precisam umedecer as suas córneas constantemente. Por isso, eles sempre estão mergulhando", pontua o especialista.

Apesar do aumento do calor e dos cuidados especiais que devem ser tomados, o Parque Zoobotânico Emílio Goeldi é um local privilegiado, e possui uma temperatura ambiente cerca de 2º mais baixa que na cidade, devido à intensa vegetação e à irradiação térmica que ocorre no asfalto. "Isso favorece muito não só os animais, mas também quem trabalha aqui. Esse conforto térmico que nós temos aqui dentro é essencial", finaliza Messias Costa.

Belém
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