J. Bosco aproxima público da arte da caricatura em sessão ao vivo neste domingo
Atividade integra a programação da exposição "Futebol – Exposição Nacional de Humor" e proporciona interação entre o cartunista paraense e visitantes de diferentes idades
Entre traços rápidos, sorrisos e muita curiosidade do público, o cartunista, chargista e caricaturista paraense J. Bosco transformou rostos em obras de arte durante uma sessão especial de caricaturas ao vivo realizada neste domingo (12), no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém. A atividade integra a programação da exposição "Futebol – Exposição Nacional de Humor" e permitiu aos visitantes acompanhar de perto o processo criativo de um dos principais nomes do cartum brasileiro.
Experiência que aproxima o público da arte
Ao longo de quatro horas de atividade, crianças, jovens e adultos observaram de perto cada etapa da produção das caricaturas, interagindo com o artista e conhecendo melhor uma linguagem que mistura técnica, humor e sensibilidade. Quem adquiriu o livro J.Bosco Caricaturas também recebeu um desenho original produzido e assinado pelo autor.
Segundo J. Bosco, a sessão foi idealizada pela curadoria da exposição, que permanece em cartaz até 13 de setembro, e terá uma segunda edição em agosto.
"A ideia da sessão surgiu da curadoria. É uma ação da curadoria da exposição, que vai até dia 13 de setembro. Vai ter a segunda sessão de caricatura ao vivo comigo em agosto", explica.
O artista destaca que a prática de produzir caricaturas diante do público faz parte da tradição dos salões e exposições de humor gráfico.
"Toda exposição de humor, de salão de humor, tem alguém fazendo caricatura ao vivo. Como eu sou o curador da exposição, o Centro Cultural Banco da Amazônia me convidou para fazer essa sessão de caricatura em duas etapas, julho e agosto."
Para Bosco, a caricatura vai além da simples reprodução da aparência física.
"A caricatura consegue expressar o que não tem no retrato. O retrato é aquela coisa igual da pessoa. A caricatura tem traços exagerados, mas o objetivo dela é entreter, deixar o rosto da pessoa mais alegre. No meu estilo, eu não exagero muito. Eu deixo sempre um toque do rosto da pessoa."
Público valoriza o talento e a experiência
Entre os participantes estava a social media Mayara Domont, que destacou a importância da trajetória do artista paraense e a emoção de acompanhar seu trabalho de perto.
"O Bosco tem uma história muito importante não só no jornalismo, mas na arte. A caricatura é uma expressão da arte também. Aprendi cada vez mais a admirá-lo. É algo que ele dá vida. Ele dá vida às letras, ele dá vida à escrita."
Para ela, prestigiar o trabalho do cartunista é também reconhecer um legado cultural.
"É um trabalho fantástico e a gente tem que vir aqui valorizar o trabalho desse cara que marca gerações e que vai continuar marcando."
Mayara conta que chegou à sessão imaginando um resultado inusitado, mas acabou surpreendida.
"A expectativa da caricatura é que vai ficar diferente, estranha, né? Mas ele falou: 'fica tranquila que eu vou fazer o meu melhor'. É uma questão de confiança, de não ter vergonha de ver o resultado."
Ao receber o desenho, a impressão foi positiva. "Eu achei fantástico o resultado porque a caricatura pega tuas expressões. A gente tem que se ver sorrindo na caricatura."
Ela também ressaltou o caráter acessível da atividade. "Foi uma experiência muito bacana. Eu não conhecia o Bosco pessoalmente até um tempo atrás e vê-lo fazendo a caricatura é fantástico, tanto para jovens quanto para crianças e adultos."
Democratização da arte
O social media Victor Jardim também fez questão de participar da experiência. Admirador das charges desde a infância, ele afirma que acompanhar uma caricatura sendo criada diante dos próprios olhos torna a arte ainda mais especial.
"Eu admiro muito a cultura da charge. Desde quando era criança eu acompanho e sempre gostei, sempre fui apaixonado por arte."
Para ele, observar o processo criativo de J. Bosco foi um momento marcante.
"Essas coisas me fascinam, os traços, a forma de ver o mundo através do desenho. Ver e receber uma caricatura ao vivo é mágico. Foi muito especial. Eu acompanho há tanto tempo o J. Bosco."
Victor acredita que iniciativas como essa ajudam a aproximar a população da produção artística.
"Acho muito importante iniciativas como essa. A arte é muito discriminada. A gente precisa democratizar a arte."
Ele acrescenta que ainda é necessário ampliar o reconhecimento do papel da cultura na sociedade. "Falta a visão da importância da arte."
Com a interação direta entre artista e público, a sessão reforçou um dos principais objetivos da exposição: aproximar visitantes do universo do humor gráfico, mostrando que a caricatura é, ao mesmo tempo, uma forma de entretenimento, expressão artística e valorização da identidade de cada pessoa retratada.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA