Histórias de devoção marcam a Procissão do Senhor dos Passos, em Belém
Entre milhares de participantes, relatos pessoais revelaram como a tradição religiosa também é um espaço de esperança, gratidão e pedidos
Em meio à multidão que tomou as ruas de Belém na manhã desta Sexta-feira Santa (3), histórias de fé e devoção deram um significado ainda mais profundo à Procissão do Senhor dos Passos. Entre milhares de participantes, relatos pessoais revelaram como a tradição religiosa também é um espaço de esperança, gratidão e pedidos.
Aos 74 anos, a dona de casa Lúcia Maria Cabral de Oliveira mantém uma rotina que se repete todos os anos. Para ela, a procissão é mais do que um evento religioso: é um momento de conexão com o próximo. “Venho todos os anos. Para mim, é uma das melhores procissões. É uma união entre as pessoas, um momento em que a gente aprende a olhar para os mais carentes. Isso toca o nosso coração. Eu amo estar aqui”, afirmou.
Já a aposentada Catarina Garcia, também de 74 anos, participou pela primeira vez, e movida por um motivo especial. Com um dos netos doente, ela encontrou na procissão um espaço para oração e esperança. “Eu pedi muito ao Senhor dos Passos pela cura dele. Acordei às três da manhã, fiz o meu terço e pedi a intercessão de Nossa Senhora. É a primeira vez que eu venho, mas está sendo maravilhoso. É muito forte o que a gente sente aqui”, relatou, emocionada.
A fé que move a procissão também atravessa diferentes crenças. Umbandista, a dona de casa Penha Maria dos Santos participa todos os anos e vê no momento um símbolo de devoção universal. “É a nossa evolução e a nossa salvação, porque Ele morreu por nós, para nos salvar. Então, nós temos que fazer por ele também”, disse.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA