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Dia Nacional do Diabetes: data reforça o alerta sobre a doença e a possibilidade de viver bem

A data criada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), visando alertar a população sobre a incidência da doença

Gabriel Pires

Comemorado neste domingo (26), o Dia Nacional do Diabetes é uma data criada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que visa alertar a população sobre a incidência da doença. O endocrinologista Rubens Tofolo, de Belém, pontua que o diabetes é a maior causa de amputação não traumática, hemodiálise e cegueira. Mas é possível viver com um tratamento adequado e acompanhamento médico.

A disfunção, que se caracteriza como crônica, é marcada pela incapacidade do corpo de produzir insulina ou não empregar adequadamente a insulina que é produzida. Dentre as informações necessárias sobre a doença, Rubens Tofolo, que também é consultor técnico da Associação dos Pacientes Portadores de Diabetes de Belém (Adepa), apontou sobre os sinais do quadro, como se desenvolve, além do processo de tratamento para melhoria da saúde e maior qualidade de vida.

“Diabetes é a segunda doença mais estudada no mundo. Só perde para câncer. Hoje o paciente só morre de complicações se realmente não seguir as recomendações do seu endocrinologista”, alertou.

Os sintomas são caracterizados pelo aumento da vontade de urinar, maior vontade para ingestão de água, além de aumento do apetite e, em alguns casos, perda de peso.

“Essa data é muito importante para que as pessoas ppte aqueles acima de 40 anos ou que tenham os sintomas anteriormente citados procure um atendimento médico”, detalhou.

Tipos de diabetes

A Sociedade Brasileira de Diabetes afirmou que, em 2019, mais de 13 milhões de pessoas viviam com a doença. Conforme explicou Rubens Tofolo, o diabetes tipo 2 (DM2) representa 90% dos casos, ocorrendo em geral após 40 anos de idade, momento onde o corpo desenvolve uma resistência à ação da insulina devido ao excesso de gordura visceral.

O outro tipo, que ocorre em menor frequência, somente em 10% dos quadros apresentados está o diabetes tipo 1 (DM 1). Geralmente apresenta indícios na infância ou adolescência, sendo causada quando o pâncreas deixa de produzir insulina de forma adequada, devido a destruição das células beta pancreáticas.

Além dos tipos já conhecidos, o endocrinologista informou sobre outras manifestações do problema. “Temos também diabetes gestacional e o diabetes relacionado a doenças do pâncreas como pancreatite, câncer, calculose pancreática etc”, afirmou.

Tratamento

Existem diferentes formas para tratar a diabetes. No caso relacionado ao tipo 1, o endocrinologista Rubens Tofolo explica que é feito o uso de insulina, uma vez que a produção é insuficiente nesses pacientes. Para a diabetes tipo 2, existem diversos métodos para equilibrar a doença, dentre eles, medicamentos que atuam no pâncreas, fígado, cérebro, intestino, gordura, músculos e rins.

“Em geral, usamos medicação oral. Temos também uma classe de drogas que aumentam a excreção de glicose pela urinária que ajudam também na melhora da função renal e mortalidade cardiovascular. Também podemos usar bomba de infusão de insulina, conectada no tecido subcutâneo do paciente, que, inclusive, simula um pâncreas artificial”, constatou.

Diabéticos convivem com a doença de forma saudável

Para Naida Silva, 54, que convive com o diabetes há 20 anos, a descoberta da doença readequou os seus hábitos. Em certo momento, por conta da dieta rígida, ela relatou que chegou a ter um quadro de baixa concentração de glicose no sangue. “Eu evito comer muito doce, quando posso eu caminho, não como fritura. A diabete não mata, você tendo todo cuidado com alimentação e exercício físico”, explicou.  

Deusa Ramos, 63 anos, diagnosticada com diabetes tipo 2, afirmou que, ao saber da doença, não tomou os cuidados necessários, devido à carência de atendimento de saúde no local em que vivia. Segundo ela, o tratamento iniciou após o quadro se agravar e atualmente o quadro está equilibrado. 

“Até hoje tem sido uma luta muito grande. Eu emagreci muito, não sabia como tratar, como cuidar. Hoje eu tenho mais consciência. Estou fazendo uma dieta low carb, onde nada que contenha açúcar eu posso ingerir: macarrão, arroz, feijão, massas, leite, óleo de soja. Hoje eu tenho uma dieta saudável e faço uma alimentação inteligente”, comentou.

(Gabriel Pires, estagiário sob a supervisão do coordenador do Núcleo de Atualidades, João Thiago Dias)

Palavras-chave

Belém
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