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Depois de mais de cinco meses fechado, Bosque reabriu ao público nesta terça-feira (25)

Data marca também o aniversário de 137 anos do local

Tainá Cavalcante

O Bosque Rodrigues Alves completa 137 anos nesta terça-feira (25). Diferente dos outros anos, o aniversário não foi comemorado com uma grande festa, mas sua reabertura, depois de mais de cinco meses fechado em função da pandemia do novo coronavírus, foi um grato presente ao espaço, que abriga 80 mil espécies de fauna e flora e edificações históricas.

Para não passar em branco, um café da manhã, ações de educação ambiental, uma exposição fotográfica e a plantação de 137 mudas ocorreram ao longo de toda a manhã. Até às 12h30, 360 pessoas, entre crianças, adultos e idosos visitaram o espaço. As atividades iniciaram às 8h, quando os portões do espaço reabriram ao público. A bilheteria, em virtude da data festiva, foi liberada.

"Naturalmente a gente gostaria de fazer uma grande festa, mas o momento ainda necessita de uma série de cautelas", afirmou Pio Neto, secretário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), ao explicar que "a partir desta terça, o bosque precisa se adequar à uma nova realidade que prioriza protocolos rígidos de segurança, como medição de temperatura, controle de frequentadores, distanciamento e uso de máscara".

Secretário da Semma - Pio Neto (Igor Mota / O Liberal)

BOSQUE É FUNDAMENTAL PARA BELÉM

Engenheiro agrônomo e diretor da Semma, Paulo Porto lembra que o Bosque é um espaço não só de contemplação e visitação aos animais, mas também de pesquisa científica, conservação e preservação de um fragmento nativo da floresta amazônica. "Não sei o que seria de Belém sem o bosque", garante o diretor, afirmando que "a importância dele não só para a cidade, mas para o Brasil e mundo como um todo é gigantesca".

Diretor da Semma - Paulo Porto (Igor Mota / O Liberal)

Para justificar tal afirmativa, Porto elenca como exemplo uma peculiaridade do espaço: é o Bosque, segundo o diretor, um dos responsáveis por conseguir amenizar as altas temperaturas de Belém. "Esses 15 hectares de floresta contribuem para uma melhoria do clima não só do entorno dele, mas da cidade como um todo", ressalta, lembrando também que "essa floresta existe porque existe uma fauna a se reproduzir. Essa fauna existe porque existe uma floresta que alimenta a fauna. Está tudo interligado. Então, isso aqui é uma floresta pulsante, apesar de estar impactada pelo meio ambiente, mas é uma floresta viva, e muito viva, e se reproduzindo".

FUNCIONAMENTO

A partir desta semana, o Bosque Rodrigues Alves volta a funcionar em horário especial, de quarta a domingo, de 8h às 14h. A exceção fica para esta terça-feira (25), dia de aniversário do espaço.

Algumas pessoas já estavam contando os minutos para essa reabertura, como o professor de educação física e artes marciais Arnaldo Pereira, de 55 anos, que não via a hora de encontrar os portões do espaço abertos novamente. "Esse período do bosque fechado foi super difícil. Ele é o pulmão de Belém, né? É um pedaço da nossa floresta", comenta o educador físico, que por morar nas proximidades do bosque, frequentava o local semanalmente até o início da pandemia.

Arnaldo - Frequentador do bosque (Igor Mota / O Liberal)

"Eu senti muita falta, porque sou frequentador assíduo. Eu vinha sempre aos finais de semana, toda semana estou aqui. Com ele fechado, matei um pouco da saudade passeando aqui na porta com a Charlote. É uma pena que ela não pode entrar, porque se pudesse, estaria com ela no bosque todos os dias", diz, ao reforçar que está "muito feliz com a reabertura, porque não sei viver sem estar aqui".

Quem também sentiu falta de abrir os portões ao público por mais de 150 dias foi o porteiro Mateus Oliveira. Há 10 anos trabalhando no local, ele conta que o espaço não é o mesmo sem o público. "Foi difícil não ter os visitantes aqui, porque já estamos acostumados. Eu prefiro quando está lotado, com muita gente, porque temos diálogo com eles. Só me dói quando eles não cuidam do espaço, aí a gente precisa chamar a atenção, porque a gente tem que proteger a natureza, proteger o que é nosso", explica.

Mateus Oliveira - porteiro do bosque (Igor Mota / O Liberal)

Tratador de animais, o também funcionário do local Paulo Oliveira, responsável pela alimentação dos bichos, conta que vai ser um aprendizado até mesmo para os animais ver o público voltando. "É tudo novo de novo e estou ansioso, porque trabalhar com a natureza é muito bonito em qualquer momento. Esse espaço é lindo e eu adoro trabalhar aqui, então sei que os visitantes estavam com muita saudade".

Paulo Oliveira - Tratador de animais (Igor Mota / O Liberal)
Belém
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