Ação no Parque da Cidade ofereceu serviços gratuitos para pessoas com TEA em Belém neste sábado, 25
Evento ofereceu atendimentos de saúde, emissão de documentos e orientação às famílias, reunindo cerca de 5 mil pessoas e evidenciando a alta demanda por serviços voltados ao TEA na capital paraense
Uma edição especial da ação “Por Todas Elas” mobilizou milhares de pessoas na manhã deste sábado (25), no Parque da Cidade, em Belém, com foco na inclusão social e no fortalecimento de famílias atípicas, especialmente aquelas com pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). A programação, realizada pelo Governo do Estado em parceria com a Secretaria Executiva da Primeira Infância e Desenvolvimento Infantojuvenil (SEPIDI), ofertou serviços gratuitos, atendimentos de saúde e emissão de documentos.
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Cerca de 5 mil pessoas passaram pelo evento ao longo do dia. Entre os serviços mais procurados estiveram atendimentos médicos, oftalmológicos — que somaram mais de 950 consultas — e a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), considerada essencial para garantir direitos e facilitar o atendimento prioritário.
A iniciativa buscou não apenas ampliar o acesso a serviços, mas também enfrentar desafios como a falta de informação qualificada sobre o TEA, dificuldades no acesso a políticas públicas e a invisibilidade enfrentada por famílias atípicas. A programação incluiu ainda palestras, orientações sobre o desenvolvimento infantil, aplicação de protocolos de triagem precoce, como o M-CHAT, e atividades culturais.
Segundo Flávia Marçal, que lidera o movimento de pessoas com autismo no evento, a ação representa um avanço para além da conscientização. “Era importante que a gente avançasse com ações necessárias para atendimento, especialmente no campo da saúde”, afirmou. Ela destacou ainda o crescimento da demanda: “A gente passou de zero para 38 mil carteiras de Ciptea emitidas em seis anos”, revelou.
Para muitas famílias, a ação foi uma oportunidade de resolver demandas acumuladas. A dona de casa Marlúcia Oliveira esteve no local para renovar a carteirinha do filho, Marcelo Oliveira, de 23 anos. “É muito importante. Você vê o volume de pessoas que necessitam desses atendimentos. Deveria acontecer mais vezes, porque a procura é grande”, disse.
Ela também ressaltou a importância do documento no cotidiano. “Às vezes você fala que é autista, mas não está escrito no rosto. As pessoas duvidam. Quando você mostra a carteira, ela prova o que você está falando, e aí você é respeitado”, destacou.
A dona de casa Marcele Vanessa Garcia também buscou a emissão da Ciptea para o filho, José Ricardo, de 8 anos. “A identificação facilita muito. É bem melhor”, afirmou. Apesar da espera, ela avaliou positivamente o atendimento. “Demorou um pouco, mas foi bom. Resolvi minha situação”.
Marcele também foi atualizar a carteira do filho José Ricardo, de 8 anos (Foto: Cláudio Pinheiro | O Liberal)
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