Dona de casa Janice Maia denuncia praça abandonada na Marambaia
O espaço encontra-se tomado pelo mato alto e sem qualquer tipo de manutenção visível
A situação de abandono na Praça da Marinha — conhecida como Praça Fantasma pelos moradores — localizada na Rua da Marinha, entre a Sexta Rua e a Alameda Três, no bairro da Marambaia, em Belém, tem gerado preocupação na vizinhança. O espaço público, que poderia servir como ponto de lazer e convivência para a comunidade, encontra-se tomado pelo mato alto e sem qualquer tipo de manutenção visível. A dona de casa Janice Maia, de 45 anos, conta que a situação já dura anos. O registro foi feito no dia 11 de março.
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“O abandono está aí. Os funcionários da Prefeitura e da Ciclus aparecem só para ‘rastelar’, mas não vêm os roçadores. Tem um rapaz que cobra 800 reais e eu sozinha pago e mando limpar. Infelizmente, ela está desse jeito”, diz Janice Maia. Ela relata que a situação da praça piorou nos últimos meses, pois não teve como pagar a limpeza, já que o pai estava com câncer e ela priorizou utilizar o dinheiro que tinha para o tratamento.
Janice precisa gastar o próprio dinheiro para tentar melhorar as condições da praça, na ausência de ações dos órgãos responsáveis. “Limpo com todo amor e carinho, esse abandono todo é do prefeito que passou de uma gestão para outra e está esse descaso. Cheio de bicho, estão jogando lixo, defecando. Fazem ‘farra’, incomodam os moradores que são idosos, na maioria. Temos que suportar isso”, lamenta.
Uma das partes da praça está sem iluminação nos postes. Na esperança de melhorar o problema, Janice instalou um refletor na própria casa para iluminar o espaço. “Aquele lado é escuro. Vem um monte de gente usar droga, fumar maconha. Nada contra, cada um faz o que quiser da sua vida, mas é perigoso. a gente tem que tá respirando, sentindo esse cheiro. Fico com medo, não sabemos quem é quem naquela escuridão”, conta.
“Tem os vizinhos, todo mundo quer ajudar, sempre ajudaram também. A gente liga, pede, já fui uma vez na Prefeitura de Belém e esperei mais de um mês, não aguentei e paguei o rapaz para roçar”, diz Janice. Uma das valas nas proximidades está entupida. A moradora relata que já viu cobras e até mesmo um jacaré no local.
“Isso é muito triste, descaso, abandono… Uma praça tão bonita, é triste. Todo mundo olha, tem as crianças, fico muito triste com o que está acontecendo aqui”, finaliza.
A redação integrada de O Liberal solicitou posicionamento à Prefeitura de Belém e à Ciclus Amazônia. A Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (SEZEL) informou que iniciará neste sábado (14) uma operação de manutenção na Praça da Marinha, no bairro da Marambaia. Uma equipe técnica será enviada ao local para realizar uma avaliação, dando início imediato aos serviços de limpeza e roçagem. A secretaria esclarece que a força-tarefa atuará na desobstrução dos bueiros e na retirada de resíduos para garantir o escoamento das águas e eliminar focos de pragas. Paralelamente, será feito o levantamento dos pontos de iluminação que necessitam de reparos.
A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel), informou que a Guarda Municipal de Belém pode ser acionada pelo telefone 153 para atender ocorrências relacionadas à segurança em espaços públicos. A população também pode realizar denúncias de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181. A secretaria reforça a importância da colaboração dos moradores para que os órgãos competentes possam atuar na apuração das denúncias e no reforço da segurança na comunidade.
Já a Ciclus Amazônia esclarece que o local mencionado é considerado um ponto de descarte irregular de lixo, prática realizada fora dos dias, horários e locais adequados para a coleta de resíduos. A empresa informa ainda que enviará uma equipe operacional ao ponto citado para realizar a limpeza da área. As informações sobre dias, horários e locais de coleta em cada região da cidade podem ser consultadas no site oficial da companhia: www.ciclusamazonia.com.br. A Ciclus Amazônia reforça também que denúncias de descarte irregular podem ser feitas de forma anônima e gratuita pelo Disque-Denúncia, no número 181.
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