Mulher tenta emprego e descobre que é 'presidente da República' há 24 anos; entenda
O caso chamou atenção justamente pela incompatibilidade entre a função exercida e o cargo registrado
O que era para ser apenas uma busca por recolocação no mercado de trabalho acabou se transformando em uma situação inusitada para a técnica de enfermagem Aldenize Ferreira da Silva. Ao procurar uma vaga na Agência do Trabalhador de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, ela descobriu que consta, há mais de duas décadas, como ocupante do cargo de “presidente da República” em registros oficiais.
Segundo a trabalhadora, a informação aparece na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) Digital e estaria ativa há 24 anos e dois meses. No documento, o vínculo também trazia remuneração inicial de R$ 201,60.
Registro apontava vínculo em prefeitura e cargo incomum
De acordo com os dados registrados, o suposto cargo de “presidente da República” estaria vinculado à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes. Na época, em 2002, Aldenize atuava como merendeira no município. A última remuneração indicada no sistema, segundo o registro, seria de R$ 15,42, em dezembro daquele ano.
O caso chamou atenção justamente pela incompatibilidade entre a função exercida e o cargo registrado, além do longo período em que a informação permaneceu sem correção.
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Prefeitura atribui erro a migração de sistemas
A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou que a inconsistência ocorreu durante a transição do antigo Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (SEFIP) para o eSocial.
Segundo a gestão municipal, durante a migração de dados houve um erro que resultou no registro incorreto de alguns servidores, que acabaram sendo vinculados a um “cargo comissionado genérico” identificado como “Presidente da República” em determinadas bases. A prefeitura orientou que a ex-servidora procure a Unidade de Gestão de Pessoas (UGEP), no Palácio da Batalha, em Prazeres, para receber esclarecimentos e solicitar a regularização do cadastro.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)
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